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Na Mira

Esquema liderado por funcionário do BRB causou prejuízo de R$ 278 mil

Segundo a PCDF, ao menos 45 pessoas foram lesadas no esquema de vendas de consórcios falsos. O grupo agia com ofertas nas redes sociais

24/06/2026 11:29, atualizado 24/06/2026 13:18
Reprodução / PCDF
Esquema liderado por funcionário do BRB causou prejuízo de R$ 278 mil

A investigação que desencadeou a Operação Falsa Promessa II e que teve como alvo um funcionário do Banco de Brasília (BRB), apontado como líder de um esquema de falsas ofertas de consórcios, fez ao menos 45 vítimas. O prejuízo comprovado ultrapassa R$ 278 mil. Mas o valor pode ser maior, já que o grupo atuou entre 2023 e 2025 e novas vítimas seguem sendo identificadas ao longo das apurações.

Vídeo da operação: 

Deflagrada nesta quarta-feira (24/6) pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo), a operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros que somam aproximadamente R$ 14 milhões.

As investigações também identificaram a participação de oito empresas de fachada. O grupo teria movimentado cerca de R$ 22 milhões entre 2023 e 2025. Os envolvidos atuavam na oferta de consórcios fraudulentos, prometendo contemplação acelerada de cartas de crédito — em alguns casos, já nos primeiros três meses após a contratação.

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Em nota, o BRB esclareceu que o caso não envolve a atuação institucional do banco. “A investigação diz respeito à comercialização de consórcios falsos, que não pertencem ao banco, e cujas vendas não ocorreram por meio de sua estrutura ou de seus canais”, disse.

O banco destacou ainda que o envolvimento do funcionário investigado no âmbito da operação não tem qualquer relação com as atividades funcionais, nem com produtos ou operações do BRB. “A instituição reforça que não possui qualquer vínculo com as irregularidades apurada”.

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Vítimas eram atraídos por anúncios nas redes sociais

De acordo com o delegado-chefe da 35ª DP, Ricardo Viana, as vítimas eram atraídas por anúncios enganosos divulgados em redes sociais e plataformas de vendas. Em seguida, eram direcionadas a atendimentos presenciais em lojas físicas, estratégia utilizada para conferir aparência de legitimidade ao esquema.

Nos locais, as vítimas eram induzidas ao pagamento de valores de entrada, sob a promessa de contemplação rápida, o que nunca se concretizava. Há relatos de pessoas que continuaram pagando supostas parcelas por longos períodos, sem receber o crédito prometido.

Segundo a Polícia Civil, os valores pagos não eram repassados a administradoras oficiais de consórcios, mas direcionados a empresas de fachada sem autorização do Banco Central. Em seguida, os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes do grupo e redistribuídos entre os demais integrantes, reforçando os indícios de lavagem de dinheiro.

Investigação

A investigação, iniciada em janeiro deste ano, identificou o uso de oito pessoas jurídicas na execução do esquema criminoso. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, deflagrada em janeiro, a Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do Distrito Federal e do Entorno.