PCDF bloqueia R$ 14 milhões de grupo que vendia consórcios falsos. Veja vídeo
A PCDF cumpre seis mandados de prisão preventiva o grupo que é investigado na segunda fase da Operação Falsa Promessa

Policiais civis da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) deflagraram, nesta quarta-feira (24/6), a Operação Falsa Promessa. Nesta nova fase, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de ativos financeiros e bens que somam aproximadamente R$ 14 milhões, relacionados a crimes de falsa oferta de consórcios. A ação contou com o apoio da Divisão de Inteligência Policial (DIPO).
Vídeo da operação:
A investigação, iniciada em janeiro deste ano, identificou a utilização de oito pessoas jurídicas na execução dos supostos crimes. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. No total, a Polícia Civil apurou a participação de oito empresas de fachada.
Até o momento, o prejuízo comprovado às vítimas ultrapassa R$ 278 mil, podendo ser ainda maior, já que o grupo atuou entre 2023 e 2025 e novas vítimas seguem sendo identificadas após o início das investigações.
Falsos consórcios
De acordo com as apurações, o grupo atuava na oferta de falsos consórcios, com a promessa de contemplação rápida de cartas de crédito — em alguns casos, já nos primeiros três meses.
As vítimas eram atraídas por anúncios fraudulentos divulgados em redes sociais e plataformas de venda e, posteriormente, direcionadas a atendimentos presenciais em lojas físicas, com o objetivo de conferir aparência de legitimidade ao esquema.
No local, eram induzidas ao pagamento de valores de entrada sob a falsa promessa de rápida contemplação, o que nunca ocorria. Há relatos de vítimas que continuaram pagando supostas parcelas indefinidamente.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os valores pagos não eram destinados a administradoras oficiais de consórcios, mas a empresas de fachada sem autorização do Banco Central. Em seguida, os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes da organização e redistribuídos entre os demais integrantes, o que reforça os indícios de lavagem de dinheiro.
Na primeira fase da operação, deflagrada em janeiro deste ano, a Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Distrito Federal e do Entorno.



