Casal de Brasília segue preso em Omã após ataques: “Impossível um voo”
Casal de Brasília está, desde o último sábado, tentando chegar ao Catar, mas teve a viagem interrompida após os bombardeios
atualizado
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Os brasilienses Bruna Souza Costa e Silva Moreira, 34 anos, e Marcos Moreira, 43, presos em Omã após o voo em que estavam ter desviado a rota por causa dos bombardeios contra o Irã, permanecem no país, sem previsão de retorno ao Brasil.
Veja:
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Em vídeo (veja acima) publicado no Instagram do casal, em que compartilham sua rotina de viagens, eles contaram que estavam voltando do Vietnã no dia 28 de fevereiro e que a viagem precisou mudar de destino devido ao cenário atual de guerra, que, além de afetar diretamente o Irã, coloca em risco países vizinhos.
Bruna contou que estava em Hanoi, capital do Vietnã, com o marido, no último sábado (28/2), e que tinham como destino final Doha, capital do Catar. Cerca de 30 minutos antes de a aeronave pousar, o comandante informou que teria de ser feito um desvio de rota e que pousariam no aeroporto de Mascate, capital de Omã.
Além disso, ela contou que o motivo da mudança não foi esclarecido e que nem os próprios tripulantes sabiam o que estava acontecendo no momento. Ela disse que no momento do aviso todos ficaram apreensivos.
“A gente imaginou que talvez estivesse acontecendo algum conflito ali na região como o cenário internacional sugeria”, disse.
Ao pousarem em Mascate, por volta das 14h, o casal ainda precisou permanecer dentro do avião durante oito horas pois o país poderia estar em risco de ataques. Sem acesso à internet, os parentes de Bruna e Marcos, no Brasil, foram avisados da situação via SMS. Já no aeroporto, o casal relatou que teve de enfrentar muitas filas até conseguir passar pela imigração.
Enfrentando todos os trâmites e burocracias, os brasilienses só conseguiram descansar em um hotel pago pela companhia aérea, às 4h do dia 1º de março. Eles tranquilizaram os seguidores afirmando que estavam e se sentiam seguros dentro do hotel, “as pessoas locais daqui nos asseguraram que Omã é um lugar tranquilo e que não costuma ter conflitos”.
O casal finalizou dizendo que a única preocupação é com o retorno ao Brasil, que permanece incerto já que o aeroporto do Catar está fechado.
“Toda a nossa volta depende do espaço aéreo do Catar reabrir, e a gente não sabe quando isso vai acontecer.”
O aeroporto de Omã está aberto, porém, com voos reduzidos, o que complica ainda mais o retorno, “é praticamente impossível conseguir um voo saindo daqui de Omã atualmente, então estamos dependendo do Catar“, contou Bruna.
O casal entrou em contato com a embaixada brasileira em Omã que, mais uma vez, assegurou os brasilienses dizendo que estão acompanhando o caso de perto, além de aconselhar que Bruna e Marcos se atentem às decisões das autoridades de Omã.
Eles agora aguardam um voo agendado para esta segunda-feira (2/3) à noite, mas a confirmação ainda é incerta, pois, segundo eles, um outro voo com conexão em Doha já foi adiado três vezes.
O que diz a embaixada
A embaixada, por meio de uma publicação no Instagram, disse que é importante estar atento às decisões militares e políticas de países vizinhos do Irã, “recomenda-se acompanhar de perto os pronunciamentos emanados das autoridades omanis a fim de precaver-se e adotar procedimentos de segurança eventualmente sugeridos”.
Leia na íntegra
Os desenvolvimentos decorrentes das ações militares deste fim de semana no Irã e, posteriormente, em diversos países da região, recomendam atenção e cautela. Recomenda-se acompanhar de perto os pronunciamentos emanados das autoridades omanis a fim de precaver-se e adotar procedimentos de segurança eventualmente sugeridos.
Decisões sobre viagens e/ ou permanência no país devem ser tomadas individualmente. Dado o dinamismo da situação, recomenda-se buscar informações diretamente junto a companhias aéreas. No tocante às fronteiras, não é possível prever eventuais fechamentos, que podem ocorrer sem aviso prévio a qualquer momento.
