Bolsonaristas ignoram o Brasil na Copa e mantêm acampamento no SMU

Nesta quinta-feira (24/11), o movimento de apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniu em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília

atualizado 25/11/2022 14:59

Foto de pessoas de mãos dadas com bandeira do Brasil Vinícius Schmidt/Metrópoles

Nem a chuva nem a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de futebol intimidaram os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que acampam em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. No Setor Militar Urbano (SMU) desde 1º de novembro, dia seguinte às eleições presidenciais, a movimentação desta quinta-feira (24/11) foi intensa. Com guarda-chuvas, bandeiras e camisas do Brasil – mas nenhuma televisão ligada no duelo esportivo – o grupo ignorou a Copa, focado nos protestos antidemocráticos que vem protagonizando.

A fim de engrossar o movimento, os organizadores fizeram uma convocação nacional com o slogan “venham torcer pelo seu país em todos os quartéis do Brasil”, para que os apoiadores estivessem presentes nesta quinta, na hora do jogo.

Tímidos, alguns dos bolsonaristas assistiam à partida pelo aparelho celular ou ouviam a transmissão em radinhos.

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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também esteve presente no local e subiu em um dos caminhões para discursar. Os grupos que não concordam com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montaram acampamento no SMU em 1º de novembro. Até o momento, não há sinal de desmobilização.

A parlamentar está com as contas nas redes sociais suspensas desde o início do mês. Antônio Aginaldo de Oliveira ou Coronel Aginaldo (PL), marido de Zambelli e deputado federal, publicou um vídeo de cima do palco de onde discursou próximo ao QG. Veja publicação:

 

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Uma publicação compartilhada por Coronel Aginaldo (@coronel_aginaldo)

Alguns apoiadores também carregavam faixas com dizeres “auditoria nas urnas já” e “resistência civil o poder emana do povo”. Em um dos caminhões, os organizadores gritavam frases de ordem como “supremo é o povo”, em crítica explícita ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, os militantes também promoveram um buzinaço de caminhões e tratores, além de organizarem em uma roda no intuito de dar um abraço simbólico nos veículos.

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