Ato no Buriti termina sem acordo entre GDF e servidores da Saúde

Servidores da Saúde realizam paralisação nesta segunda-feira (6/4) até meia-noite mas descartam possibilidade de greve este ano

atualizado

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Servidores da Saúde e policiais penais se manifestam
1 de 1 Servidores da Saúde e policiais penais se manifestam - Foto: Luisa Rany/Metrópoles

Após quase quatro horas de negociação com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), profissionais de diversas áreas da saúde pública encerraram, sem acordo, o ato em frente ao Palácio do Buriti nesta segunda-feira (6/4).

Apesar do impasse, não há indicativo de greve ainda neste ano, em razão do calendário eleitoral. A categoria, no entanto, não descarta a possibilidade de um movimento paredista no início de 2027. Em função do ato, foi realizada uma paralisação nesta segunda-feira, que segue até meia-noite.

Entre as principais reivindicações estava o envio imediato de um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), prevendo reajuste salarial de 15% para a carreira GAPS, o reenquadramento dos AOSDs e a redução dos padrões de 25 para 18.

Segundo presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Marli Rodrigues, durante a reunião a governadora afirmou que não era possível encaminhar as propostas neste momento por falta de recursos.

“Nós tivemos reunião com o governo, mas o governo novamente frustrou a categoria da saúde, como se não bastasse todos esses anos de governo nunca ter priorizado o servidor público (…) Nós saímos bastante frustrados da reunião porque a governadora disse que não há como atender as reivindicações, porque não há dinheiro. Lamentamos muito que isso tenha acontecido e a categoria reagiu bravamente”, afirmou.

Segundo Marli, os servidores devem intensificar a mobilização para o próximo ano, inclusive com impacto no cenário eleitoral de 2026. Ainda assim, ela reforçou que não há previsão de novas paralisações em 2026 por causa da legislação eleitoral.

“Dependendo da vontade do servidor, ele pararia hoje e ficaria parado, mas como nós temos uma lei eleitoral e nós sim respeitamos a lei, o servidor público sim respeita a lei, então não haverá movimento paredista nesse período porque a legislação proíbe”, disse.

“Esperávamos mais sensibilidade e atenção com a saúde da população, assim como houve com a Segurança Pública”, completou.

Reivindicações

  • Profissionais de diversas áreas da Saúde da rede pública do Distrito Federal realizaram, nesta segunda-feira (6/4), um ato em frente ao Palácio do Buriti para negociar melhorias na carreira junto ao Governo do Distrito Federal.
  • Entre as categorias mobilizadas estão servidores de farmácia, biomedicina e psicologia.
  • A mobilização reuniu profissionais da carreira GAPS (gestão e assistência pública à saúde), que inclui técnicos de saúde bucal, de laboratório, de radiologia, condutores de ambulância e servidores de áreas administrativas.
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As categorias cobram melhorias e reestruturação das carreiras
Servidores da Saúde e policiais penais se manifestam na Praça do Buriti
A mobilização conta com servidores da Saúde, policiais penais e docentes da UnDF
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A mobilização conta com servidores da Saúde, policiais penais e docentes da UnDF

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As categorias cobram melhorias e reestruturação das carreiras
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As categorias cobram melhorias e reestruturação das carreiras

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Servidores da Saúde e policiais penais se manifestam na Praça do Buriti
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Servidores da Saúde e policiais penais se manifestam na Praça do Buriti

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A mobilização também reuniu policiais penais, que reivindicam a regulamentação e valorização da categoria, além de integrantes da Seção Sindical dos docentes da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF), que cobram reestruturação da carreira, melhores condições de trabalho, criação e funcionamento de conselhos superiores e eleição para a reitoria.

O Metrópoles entrou em contato com o Palácio do Buriti e aguarda retorno.

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