Área cedida a taxistas do DF por valor irrisório na mira da AGU
Órgão ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra ex-dirigentes da Infraero e o Sindicato dos Taxistas do Distrito Federal

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Sindicato dos Taxistas do Distrito Federal. Na denúncia, que será analisada pela 20ª Vara Federal do Distrito Federal, os advogados da União apontam a existência de irregularidades no contrato de concessão de uso de área adjacente ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

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Ver todas“Por uma área de 15.000 metros quadrados, a citada empresa pública só recebia, mensalmente, quase metade de um salário mínimo vigente à época”, observam os advogados em trecho da ação, destacando os “valores irrisórios” recebidos pela Infraero em troca do uso do terreno durante parte do período de vigência do contrato.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA Advocacia-Geral também observa que o contrato de concessão foi objeto de vários termos aditivos e que foram realizadas benfeitorias na área em desacordo com o referido contrato. Para a procuradoria, as irregularidades “impõem o reconhecimento do enriquecimento indevido” dos envolvidos “em detrimento do dinheiro público federal”.
Na ação, os advogados da União pedem a condenação dos ex-dirigentes a ressarcir a Infraero pelo valor que a empresa deixou de ganhar ao longo de todo o período do acordo. A quantia ainda está sendo apurada no âmbito de uma tomada de contas especial do Tribunal de Contas da União (TCU).
A procuradoria também solicitou a aplicação aos ex-gestores das demais sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), como suspensão dos direitos políticos, perda da função pública e proibição de contratar com o poder público ou dele receber incentivos ou benefícios creditícios.
A direção do Sindicato dos Taxistas informou que só iria se posicionar após receber notificação. A Infraero informou que nenhum dos acusados ocupou cargo de dirigente e que auxilia a AGU na ação judicial. (Com informações da AGU e do G1)



