Após queixa de famílias, educadores são chamados para alunos atípicos
Segundo famílias, o ano letivo começou sem educadores sociais voluntários para garantir o suporte para alunos neurodivergentes nas escolas
atualizado
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Após famílias denunciarem a falta de educadores sociais voluntários (ESVs) para estudantes neurodivergentes nas escolas públicas do Distrito Federal (DF), a Secretaria de Educação (SEE-DF) encaminhou 5.387 profissionais para as coordenações regionais de ensino.
Sem o suporte de educadores, alunos atípicos não conseguem frequentar as aulas. A exemplo do caso de Guilherme Miranda Pontes Cinaty, de 13 anos, com laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculado no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 de Taguatinga.
Com saudade dos estudos, o garoto passou a vestir a camisa da escola em casa, inclusive de madrugada.
Segundo a Secretaria de Educação, já foram encaminhados educadores para:
- Planaltina (800),
- Plano Piloto (700),
- Ceilândia (609),
- Taguatinga (529),
- Samambaia (514),
- Gama (460),
- Recanto das Emas (318),
- São Sebastião (298),
- Santa Maria (251),
- Sobradinho (250),
- Núcleo Bandeirante (201),
- Guará (157),
- Paranoá (151),
- Brazlândia (149).
A pasta afirmou que não há déficit estrutural de ESVs na rede pública. De acordo com a secretaria, o início do ano letivo coincide com o período de organização do programa e de adequação às novas normativas que regulamentam a formação específica para atuação na educação especial.
De acordo com a SEE-DF, o resultado final do processo foi divulgado em 13 de fevereiro e o período de assinatura do termo de adesão ocorre de 23 a 26 de fevereiro. Os encaminhamentos tiveram início na segunda-feira (23/2) e avançam de forma contínua.
“Em relação ao caso mencionado do CEF 11 de Taguatinga, a Secretaria de Educação esclarece que a formalização ocorreu em estrita observância ao cronograma regular do programa. Informa, ainda, que, após a assinatura do respectivo termo, o educador foi prontamente encaminhado para o início de suas atividades”, informou a pasta.
Cobrança
A falta de profissionais de suporte também foi alvo de críticas e denúncias do Movimento do Orgulho Autista Brasil (Moab) e do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF).
As duas instituição também defendem a contratação de monitores para o serviço de apoio. Mas como se trata de uma carreira de servidores públicos, neste caso é preciso o lançamento de concurso público. Os ESVs são contratados temporariamente, sem vinculo com o Serviço Público.
Atualmente, a rede pública é responsável pela educação de 20 mil estudantes laudados e 2.800 nos centros de ensino especial. A Secretaria de Educação tem 1.225 monitores e 12 mil ESVs. A pasta chamou 8,5 mil ESVs para assumir as vagas imediatas nas escolas.
