Após morte de tilápias, Parque da Cidade terá placas proibindo comida aos peixes

Animais foram encontrados mortos em lago no final do ano. Estudo da Secretaria de Agricultura sugere mortalidade por distúrbio metabólico

atualizado

metropoles.com

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Arquivo pessoal
Peixe morto em lago
1 de 1 Peixe morto em lago - Foto: Arquivo pessoal

A administração do Parque da Cidade colocará placas para proibir que o público alimente os peixes e jogue lixo na água dos lagos da área de lazer. A medida ocorre após tilápias serem encontradas mortas, no fim de 2020, em lago artificial do Estacionamento 10.

De acordo com o administrador do parque, Silvestre Rodrigues da Silva, as mortes começaram a ser notadas por funcionários em novembro. “Vimos que os peixes estavam ficando virados para cima e inchados. De lá para cá, só veio aumentando. Teve um dia que morreram mais de 20 peixes”, contou.

“O estranho é que são só as tilápias. No fim de 2019, aconteceu a mesma coisa, mas foram bem menos mortes do que agora”, relatou. “Depois que notamos isso, no fim do ano passado, eu chamei uns técnicos para fazer um estudo”, completou Silvestre.

Em dezembro, o administrador registrou imagens, mostrando as tilápias no lago.

Veja a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=AZPXhI0I7hc&feature=youtu.be

Após morte de tilápias, Parque da Cidade terá placas proibindo comida aos peixes - destaque galeria
5 imagens
Pesquisa da Seagri investiga se a alimentação errada é a causa das mortes
Pesquisas ainda não foram concluídas
Placas alertarão para que os visitantes não alimentem os peixes
O problema foi identificado no lago do Estacionamento 10
Tilápias foram encontradas mortas em lago do Parque da Cidade
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Tilápias foram encontradas mortas em lago do Parque da Cidade

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Pesquisa da Seagri investiga se a alimentação errada é a causa das mortes
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Pesquisa da Seagri investiga se a alimentação errada é a causa das mortes

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Pesquisas ainda não foram concluídas
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Pesquisas ainda não foram concluídas

Divulgação/Seagri
Placas alertarão para que os visitantes não alimentem os peixes
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Placas alertarão para que os visitantes não alimentem os peixes

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O problema foi identificado no lago do Estacionamento 10
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O problema foi identificado no lago do Estacionamento 10

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Lixo na água

Além do problema com a alimentação dos animais, o administrador do parque reclama de copos, sacolas e garrafas de plástico jogados na água. “Tem gente que deixa o cachorro nadar no lago, outras pessoas jogam lixo. O pessoal não respeita, mesmo. Então, vamos fazer placas proibindo dar certo tipo de alimento aos peixes e outras proibindo o lixo no lago”, ressaltou.

Segundo Silvestre, a administração conversa com o Departamento de Estradas e Rodagem do DF (DER-DF) para que as sinalizações sejam implementadas em janeiro. “Nesta semana, vamos entregar para eles o desenho das placas para que isso seja feito o mais rápido possível”, adiantou.

Em nota, o DER informou que aguarda receber os modelos e a quantidade de placas a serem fabricadas para colocar a sinalização no parque.

Pesquisa com os peixes

De acordo com a Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri), o Serviço de Defesa Agropecuária da pasta atua para fazer o diagnóstico da situação. “Neste caso da morte das tilápias no Parque da Cidade, coube à Secretaria de Agricultura fazer a investigação da suspeita de uma doença-alvo envolvida”, informou, em nota.

As coletas iniciais de amostras de peixes foram realizadas em 4 de dezembro. Os primeiros resultados, conforme a pasta, revelaram que as tilápias mortas tinham lesões no fígado, chamadas de esteatose hepática, o que pode sugerir uma mortalidade por esse distúrbio metabólico. O quadro pode ser causado pelo consumo de alimentos ricos em carboidratos.

“Mas há também a possibilidade de que esse distúrbio metabólico esteja combinado a outra doença, uma vez que a esteatose provoca  desequilíbrio na saúde dos peixes, reduzindo a imunidade. Ou seja, nessa situação as tilápias ficam mais suscetíveis ao ataque de agentes infecciosos ou parasitários oportunistas”, detalhou a Seagri.

Como não há um diagnóstico conclusivo, a pasta aguarda o resultado de novos laudos de patologia, bacteriologia e virologia para definição da causa das mortes. “De todo modo, além de trazer o alerta à população de que não se deve oferecer comida humana aos peixes, esse caso demonstra a importância de se investigar nos animais situações que possam estar relacionadas a doenças que representem riscos à saúde pública ou à economia”, destacou.

“Por isso, é fundamental comunicar à Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura quando houver mortalidade elevada ou por causa desconhecida nos animais de produção (como peixes, aves, bovinos, equinos e suínos), ou quando se observar alterações clínicas ou de comportamento nos animais sugestivas de situações mais sérias”, concluiu a pasta.

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