Após inspeção, Moro elogia Presídio Federal no DF: “Sem fugas”

Declaração foi registrada no Twitter. Para o ministro, unidade pode abrigar líderes de facções criminosas. Governador e OAB-DF discordam

Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 27/02/2020 7:28

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, elogiou, nesta quarta-feira (26/02/2020), a eficiência do trabalho preventivo realizado na Penitenciária Federal de Brasília.

O local abriga líderes de conhecidos grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), e recebeu a visita do ex-juiz e do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, além do diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Fabiano Bordignon, responsável pela unidade.

Após a inspeção técnica surpresa, Moro usou o Twitter para reforçar a decisão de que o local conta com a segurança necessária para abrigar os criminosos de alta periculosidade, sem riscos para a população do DF.

“Conta ela [a penitenciária], preventivamente, com o apoio das Forças Armadas na segurança. Presídios federais desde 2006 sem celulares, sem rebeliões e sem fugas”, postou.

De acordo com a assessoria do ministro, Moro não convidou integrantes da Secretaria de Segurança Pública do DF para acompanhar a visita por se tratar de “uma responsabilidade federal”.

Crise

A penitenciária federal abriga líderes do PCC, como Marcos Camacho, o Marcola, fato que motivou a insatisfação do Governo do DF e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF).

Por mais de uma vez, o governador Ibaneis Rocha (MDB) subiu o tom e criticou Moro pela decisão de transferir os criminosos para o DF, por “ameaçar a capital do país”.

Desde que recebeu a primeira crítica do governador, o ministro da Justiça mantém o discurso de que o presídio federal é seguro o suficiente para evitar possíveis fugas de detentos mais perigosos.

O Metrópoles chegou a revelar um plano de fuga preparado para Marcola, fato que motivou Moro a escalar reforço nacional para evitar a efetivação da estratégia.

O caso chegou a ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Palácio do Buriti, mas o ministro Roberto Barroso indeferiu a transferência dos criminosos para outras unidades penais.

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