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Distrito Federal

Após esperar na fila do ICDF, bebê João Miguel não resiste à cirurgia

O menino nasceu com uma deformação no coração e precisava ser operado o quanto antes. O pequeno morreu na manhã desta sexta-feira (14/4)

14/04/2017 13:37, atualizado 14/04/2017 13:51
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Após esperar na fila do ICDF, bebê João Miguel não resiste à cirurgia

O bebê João Miguel, de pouco mais de um mês, morreu na manhã desta sexta-feira (14/4) no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). A criança nasceu com uma deformação no coração e precisava ser operada logo após o nascimento. Como não havia lugar na unidade, ficou na fila por alguns dias, aguardando vaga, mesmo com decisão judicial para ser internada imediatamente, em função da gravidade do caso. O procedimento foi realizado na quinta-feira (13), mas o pequeno não resistiu.

A família do bebê chegou a fazer uma campanha para conseguir RS 100 mil a fim de custear as despesas do procedimento em um hospital particular. A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria e, após conseguir a vaga no ICDF, foi transferida.

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Em sua página no Facebook, a mãe da criança, Núbia Cristina Moreira Alves, 22 anos, celebrou a cirurgia e revelou sua expectativa de que, enfim, tudo terminasse bem, ao agradecer as orações de amigos e familiares. No entanto, a notícia do falecimento foi postada nesta manhã: “Ó Deus, porque o senhor tirou ele de mim?”

Desabafo
Em entrevista ao Metrópoles na última semana, Núbia contou que João Miguel nasceu no dia 6 de março, aparentemente saudável. O problema no coração só foi diagnosticado quatro dias após o nascimento. “Até o dia da liberação do médico, estava tudo bem. Foi aí que ele começou a apresentar os sintomas”, recordou. Exames foram feitos e detectaram que o menino teria uma cardiopatia congênita no coração.

Os laudos revelaram que o pequeno sofria de estenose pulmonar, uma obstrução anatômica do fluxo sanguíneo do ventrículo direito do coração para a artéria pulmonar. O mau funcionamento da circulação pulmonar prejudicava a oxigenação adequada de todo o organismo, colocando a vida do recém-nascido em risco.

“Se eu pudesse dar o meu coração para ele, daria. Quem é mãe sabe o que eu estou passando”, desabafou a jovem, na ocasião.

Em nota enviada no dia 8/4, a Secretaria de Saúde informou que seis crianças internadas na rede pública aguardavam por uma cirurgia cardíaca no ICDF. Ainda de acordo com a pasta, o GDF possui seis leitos pediátricos regulados na unidade e todos estavam ocupados naquele dia.