
Inspirado no álbum da Copa, alunos de escola pública viram figurinhas
A iniciativa, criada por Kathleen Flôr, professora do 5º ano na EC 114 Sul, nasceu em 2022 e foi repetida este ano também

Abrir um pacote de figurinhas, procurar as que faltam e bater bafo entre amigos para trocar as faltantes fazem parte da tradição de muitas crianças e adultos em cada Copa do Mundo. Na Escola Classe 114 Sul, quem estampa o álbum não são os craques da seleção, mas os alunos do 5º ano A.
A iniciativa é da professora Kathleen Flôr, 33 anos, e do marido, o psicólogo André Custódio, 38. Desde a Copa do Mundo de 2022, o casal produz um álbum personalizado para a turma da educadora, transformando cada estudante em um dos “jogadores” da coleção.
A ideia nasceu durante a Copa do Mundo de 2022, quando Kathleen dava aulas na Escola Classe 8 do Cruzeiro, localizada na Octogonal. Muitos dos estudantes apenas acompanhavam o sucesso do álbum oficial, mas nem sempre conseguiam participar da brincadeira.
Neste ano, Kathleen e o marido repetiram a experiência na Escola Classe 114 Sul.
Nas páginas do álbum, cada criança aparece com fotografia, nome e até o time para o qual torce.
Assim como nas coleções tradicionais, ninguém recebe todas as figurinhas de uma vez: elas são conquistadas ao longo das atividades propostas em sala de aula. Cada tarefa concluída rende novas figurinhas aos alunos, entregues pela professora de forma aleatória.
Como nos álbuns oficiais, algumas vêm repetidas, e assim os pequenos estudantes precisam conversar, negociar e trocar entre si até completar a coleção.
Como surgiu a ideia
A inspiração veio de um projeto desenvolvido anos antes por outra professora na internet, que havia produzido um álbum de formatura com os alunos retratados como jogadores de beisebol. Kathleen e André adaptaram a proposta para o universo da Copa do Mundo.
Enquanto a Kathleen pensava na dinâmica pedagógica, André ficou responsável por toda a produção do álbum. Em 2022, desenvolveu o design e diagramou as páginas. Na edição deste ano, contou também com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial para agilizar parte do trabalho.
A impressão dos álbuns foi custeada pela própria Kathleen. Quando as cartelas de figurinhas chegaram da gráfica, não estavam cortadas, então o casal precisou cortar, uma a uma, cerca de 600 figurinhas antes de entregá-las aos estudantes.

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Ver todasNa primeira edição, realizada em 2022, apenas a turma de Kathleen participou da iniciativa. Segundo o casal, a ideia não foi ampliada para toda a escola porque o projeto dependia de recursos próprios, tanto para a impressão quanto para a produção do material.
Mas o projeto está prestes a ganhar novos capítulos. A direção da escola onde Kathleen leciona atualmente demonstrou interesse em expandir a iniciativa durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, quando haverá mais tempo para organizar uma versão voltada para outras turmas.












