Ajude a Vila Cauhy. Depois de inundação, moradores precisam de doações

População que vive na região está em busca de alimentos, roupas de cama, produtos de limpeza, eletrodomésticos e colchões

atualizado 22/02/2021 14:05

Chuva Vila CauhyRafaela Felicciano/Metrópoles

Depois que o Córrego Riacho Fundo transbordou por causa do volume da chuva, na madrugada desta segunda-feira (22/2), e ocasionou perdas para a população que vive na Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, a Associação de Moradores da Vila Cauhy (Amovic) recolhe doações. Eles estão precisando de alimentos, roupas de cama, produtos de limpeza, eletrodomésticos e colchões.

As doações podem ser entregues no campo de futebol Sr. Adelino, na própria Vila Cauhy. Para mais informações, os interessados devem procurar Iris Tavares, presidente da Amovic, pelo número (61) 99848-5965.

Segundo Walter Marques, 39 anos, membro da associação de moradores da região, a enchente desta madrugada foi maior do que a registrada há dois dias. “Muitas pessoas perderam tudo. Essas enchentes estão ocorrendo por causa da urbanização às margens dos córregos, e o rio não suporta o volume de água”, lamentou.

Força-tarefa

Os moradores da localidade passaram a manhã contabilizando prejuízos e limpando casas. Eles mobilizaram-se numa força-tarefa. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fevereiro de 2021 é o mês mais chuvoso da história do Distrito Federal.

Segundo Victor Prado, 28, morador da região há 9 anos, essa foi a pior enchente a atingir o local desde que ele se mudou. “A cada chuva, fica pior. Destrói e arrasta tudo. É um medo a mais”, opinou.

Victor classificou a situação como assustadora. “Foi um desespero. Não por falta de aviso. Nós temos pedido solução para esses alagamentos desde 2017. A situação, a cada chuva, é pior. Ficamos noites sem dormir e não tem mais a possibilidade de atravessar essa ponte. A CEB decretou que um poste pode cair. Temos vários documentos protocolados sobre o que acontece aqui, mas sem solução”, desabafou.

Os amigos Ronaldo Barbosa e Sebastião Sobrinho, ambos de 52 anos, moram no local há mais de uma década e perderam todos os pertences. “Foi de repente. Quando percebemos, a água estava invadindo a casa e levou tudo, documentos e a minha carteira. Só fiquei com a roupa do corpo e nada mais”, lamentou Ronaldo.

A casa ficou tomada por uma lama grossa. A água da chuva chegou a mais de 1 metro de altura.

Confira as imagens:
0
Veja o vídeo com o depoimento dos moradores e a força-tarefa para amenizar os prejuízos:

Registros

Os moradores registraram vídeos e fotografias de todos os prejuízos. Muitos perderam diversos pertences.

Assista aos vídeos e veja as fotos da manhã desta segunda-feira (22/2):

0

A mesma situação havia acontecido no sábado (20/2), e moradores precisaram ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

De acordo com informações do CBMDF, o córrego transbordou novamente, inundando algumas residências. Foram feitos diversos resgates de pessoas que estavam ilhadas nas casas. A Companhia Energética de Brasília (CEB) também foi acionada para o local e cortou a energia, para dar maior segurança às vítimas e aos bombeiros.

Enchente

Entre os socorridos durante a chuva de sábado, havia idosos e crianças que ficaram ilhadas em situação de risco, causada pelas águas do Córrego Riacho Fundo, que passa nos fundos do Setor de Oficinas do Núcleo Bandeirante. A ocorrência foi atendida por 27 militares.

Não houve vítimas graves, segundo a corporação. Uma mulher que portava uma bolsa de colostomia precisou ser levada ao hospital para avaliação médica. Foram socorridas, no total, 13 pessoas: cinco crianças e oito adultos.

Em um vídeo enviado ao Metrópoles, Walter Marques expôs as dificuldades trazidas pela enchente.

Assista: 

“O rio baixou agora à noite, mas muitos perderam cama, eletrodomésticos, até televisão”, conta Marques. “Organizamo-nos na igreja local para fazer uma galinhada, pois muitos não terão condições de jantar ou dormir em casa”, pontua.

Veja fotos do alagamento na região: 
0

Providências

O Metrópoles aguarda posicionamento da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Defesa Civil sobre as providências adotadas para atender os moradores que tiveram casas alagadas na Vila Cauhy e minimizar o impacto do alagamento. O espaço segue aberto a manifestações.

Últimas notícias