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Distrito Federal

Advogada tem carro riscado com xingamentos na Asa Sul: “Filha da puta”. Veja vídeo

Carro estava estacionado em frente à casa de Glaucia do Arruda quando foi completamente riscado. Caso aconteceu na quarta-feira (10/6)

Jéssica Ribeiro11/06/2026 15:39, atualizado 11/06/2026 15:58
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Advogada tem carro riscado com xingamentos na Asa Sul: “Filha da puta”

O carro de uma advogada do Distrito Federal foi vandalizado, durante a madrugada dessa quarta-feira (10/6), em uma rua da Asa Sul. O veículo estava estacionado em frente à casa de Glaucia do Arruda quando foi completamente riscado por um homem, que usou algo pontiagudo para cometer o crime.

Veja:

Toda a ação do suspeito foi registrada por câmeras de segurança da rua. Segundo Glaucia, o homem – ainda não identificado – riscou a palavra “alerta” por toda extensão do capô do veículo. Nas laterais do automóvel, o criminoso escreveu xingamentos, como “filha da puta” e “viado”.

A vítima, que é casada com uma mulher trans, acredita o ataque tenha sido um crime de ódio. “Eu acredito, sim, lamentavelmente, né? É até difícil falar sobre essa barbárie, que veio como forma de tentar me silenciar. Silenciar uma luta, uma dor de pessoas que são minoria. Mas nada disso vai me paralisar”, disse Glaucia, emocionada.

“Nós precisamos exigir segurança pública, segurança privada. Precisamos garantir o direito de ir, vir, ficar e respeitar todas as pessoas da forma como elas são, sem distinção, sem preconceitos e sem discriminar quem quer que seja”, declarou.

Glaucia contou que, no dia do ataque, chegou tarde da noite em casa e, pelo fato de ter um cachorro, estacionou o veículo na frente do imóvel onde mora, por medo de o animal escapar e não ter ninguém na residência para segurá-lo. “Não passou pela minha cabeça que algo assim fosse acontecer”, explicou a pré-candidata.

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Ao acordar e sair para o trabalho, a mulher ficou chocada quando se deparou com o veículo vandalizado: “Eu levei um susto”.

“Fui à delegacia e não registraram o boletim de ocorrência imediatamente, pois era troca de plantão. Tive que esperar até a nova equipe chegar para fazer o registro. No fim, fui muito bem atendida pelo agente, mas entendo que isso [demora no atendimento] não pode acontecer”, disse.

Ao Metrópoles, Glaucia disse não conhecer o vândalo, que teve o rosto capturado bem nitidamente pelas câmeras de segurança. “Não sei se é uma pessoa em situação de rua ou a mando de alguém. Sei que isso não pode acontecer. Uma pessoa que faz uma coisa dessa é deplorável. Quando li o que foi escrito, senti como se a minha família tivesse sido dilacerada. Não foi só ataque a um bem, foi à minha família também”, desabafou.

Glaucia pretende se candidatar nas eleições de outubro e se apresenta como “ativista nas causas de mães atípicas e vítimas de violência doméstica”. A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) investiga o caso.

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