Advogada prevê 20 anos de prisão a acusado de matar ex a tesouradas
Alan Fabiano Pinto de Jesus começa a ser julgado nesta quarta-feira (1°/12) por matar a ex-namorada Luciana de Melo Ferreira, em 2019
atualizado
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O Tribunal do Júri de Brasília iniciou, nesta quarta-feira (1°/12), o julgamento do vigilante Alan Fabiano Pinto de Jesus, 47 anos, acusado de matar a ex-namorada Luciana de Melo Ferreira, 49, em 2019. De acordo com a advogada assistente da acusação, Daniela Tamanini, o homem pode ser condenado a mais de 20 anos de cadeia.
A vítima era servidora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e namorava com Alan havia quatro meses. Após perceber que estava em um relacionamento abusivo, Luciana terminou com o namorado, mas acabou assassinada dentro do apartamento onde morava, no Sudoeste, com 48 golpes de tesoura.
O corpo da servidora foi encontrado pela filha dela em 23 de dezembro de 2019. A mulher estava morta havia dois dias. De acordo com a advogada da família da vítima, após a condenação de Alan, será ajuizada uma ação de reparação de danos em favor da filha de Luciana.
“É um pedido de indenização. Tão logo saia a decisão do júri, entraremos com uma ação para pedir a reparação desse trauma à filha e à família”, explica a advogada.
Alan está preso há quase dois anos. Em depoimento, o acusado confirmou que esteve no prédio da vítima, mas disse que a servidora se machucou sozinha e que não se recorda se chegou a desferir golpes contra Luciana.
Os peritos criminais encontraram 48 perfurações no corpo da servidora. Vários ferimentos foram sobrepostos e se concentraram na parte cervical posterior, ou seja, a maioria dos golpes foi desferida nas costas, de forma brutal e covarde.
As investigações apontam que Alan ficou de tocaia no quarto andar do prédio onde a ex morava, no Sudoeste. Quando Luciana percebeu a presença do ex-namorado no corredor, tentou bater a porta, mas ele a impediu com as mãos e forçou a entrada no apartamento.
O assassino chegou a confessar o crime e disse que foi ao local para tentar retomar o relacionamento com a vítima, mas a mulher não quis ouvi-lo.
Outro lado
A advogada de Alan, Kelly Moreira, afirma que está confiante e acredita que “muitas coisas serão esclarecidas” durante o julgamento que ocorre nesta quarta.
Kelly informou que não vai antecipar a tese da defesa do réu “por uma questão de estratégia”.




