Salões de beleza reabrem no DF equipados contra a Covid-19

Apesar de o movimento ter sido baixo no primeiro dia de retorno às atividades, setor está otimista com a clientela

atualizado 07/07/2020 12:24

Escudo na hora de fazer unhasRafaela Felicciano/ Metrópoles

Nesta terça-feira (7/7), assim como as academias de ginástica, salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos da capital do país foram autorizados a reabrir as portas. A liberação faz parte da retomada escalonada do comércio publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na última quinta-feira (2/7).

Os salões de beleza e estabelecimentos similares podem funcionar conforme alvará expedido. As cadeiras de uso coletivo, porém, têm de ser higienizadas regularmente. A distância entre os assentos de atendimento deve ser, obrigatoriamente, de dois metros uns dos outros.

De acordo com o documento, é proibida a permanência de pessoas em cadeira de espera dentro desses locais. Filas, do lado de fora, devem ser evitadas. Os equipamentos de trabalho precisam ser esterilizados após cada atendimento. Os funcionários e os clientes são obrigados a usar máscara. No caso dos funcionários, além da máscara, é necessária a utilização de protetor face shield.

A servidora pública Isabella Chaves, 36 anos, foi ao Elcy Coiffeur, no edifício Consei, no Guará II, nesta manhã para fazer as unhas e escovar os cabelos. “Eu estava aguardando a reabertura para agendar um horário. Precisava dos serviços e queria fazê-los em segurança. As meninas aqui estão seguindo os protocolos e me senti preparada. Acredito que os do grupo de risco ainda devem se preservar mais. Com cautela, tudo vai se encaminhando. O comércio também não pode parar por completo. Acho válido o retorno”, disse a cliente.

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A manicure e depiladora Ana Lúcia Alves da Silva , 45, estava ansiosa para voltar ao serviço. “Nós programamos tudo. Só nesta manhã, agendamos três clientes. O movimento vai melhorando aos poucos. Muitas ainda estão inseguras para retornar. Mas nós não podíamos mais ficar sem renda”, defendeu.

No salão, as funcionárias criaram uma espécie de cabine acoplada à cadeirinha de fazer unhas para não ter contato próximo com as clientes. “Estamos com tudo adaptado para garantir a segurança delas e também a nossa. Acreditamos que esse retorno será positivo a todos. Basta que cada um faça a sua parte. Se manter tudo conforme os protocolos, vai dar certo”, acrescentou a profissional.

O Salão Enilson Hair Designer, na QE 40 do Guará II, registrou uma movimentação tímida no primeiro dia de reabertura. Apenas um cliente fazia as unhas enquanto a reportagem esteve no local.

“Já temos agendamentos, mas ainda não chega na mesma quantidade que atendíamos anteriormente. Estou no ramo há 24 anos e nunca passamos por uma crise como essa. Eu acredito que se fosse para funcionar com todas essas regras, não deveríamos ter parado. Voltamos em um momento difícil e por necessidade. Ninguém aguenta a mais ficar fechado. Agora, o importante é seguir as recomendações e ter cuidado. Aos poucos, vamos retomando a normalidade”, disse o proprietário do estabelecimento, Enilson Silva, 57.

A empresária Lili Duarte, 53 anos, reservou a manhã para ir ao salão de beleza Ornare. Ela pintou os cabelos e fez as unhas. “Temos as nossas necessidades e eu já estava precisando desses cuidados. As meninas aqui estão sendo muito cuidadosas e sinto que estão preparadas para nós atender novamente”, disse.

Lili acredita que o comércio fez certo em fechar nesse primeiro momento, mas agora, segundo ela, os trabalhadores já estavam passando dificuldades. “A pandemia está instalada. Com responsabilidade, usando a máscara nós atendimentos e seguindo as regras de higienização, torço para dar certo”, diz.

Barbearia

O dono da Barbearia do Onofre, uma das mais antigas da capital do país, Jorge Bezerra, 47 anos, classificou o movimento como bom na manhã desta terça-feira. A Barbearia passou por sanitização nesta segunda-feira (6/7), antes de reabrir as portas.

“Estamos na expectativa. Um dia após o outro. Tomamos todas as medidas necessárias e só deixamos os nossos clientes entrar com a máscara. Também para prevenir os nossos funcionários, estamos realizando o revezamento dos 17 trabalhadores dia sim, dia não. Também trabalhamos com as cadeiras intercaladas para os clientes não ter contato. Acreditamos numa retomada segura.”

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