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Distrito Federal

Abandonado pelo GDF, Centro de Convivência é mantido por moradores

O Mozart Parada, em Taguatinga Norte, está com piscina interditada, campo de futebol destruído e ginásio com parte elétrica comprometida

Repórter de Distrito Federal27/02/2018 05:12, atualizado 27/02/2018 18:18
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Bruno Pimentel/Especial para o Metrópoles
Abandonado pelo GDF, Centro de Convivência é mantido por moradores

Era para ser um lugar de excelência, com serviço voltado ao auxílio de pessoas em situação de vulnerabilidade e com a missão de fortalecer vínculos familiares e comunitários. Mas a realidade do Centro de Convivência Mozart Parada, situado em Taguatinga Norte, é diferente.

Atualmente, o lugar atende 137 pessoas de maneira continuada, mas com diversos problemas. As portas só permanecem abertas porque moradores da região tiram dinheiro do próprio bolso para manter o local em condições mínimas de funcionamento. Informações dão conta de que não há qualquer repasse de verba ou manutenção por parte da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) desde 2014.

O popular “Paradão” é um dos 18 espaços espalhados pelo Distrito Federal especializado nesse tipo de trabalho, que é complementar ao realizado pelos Centros de Referências de Assistência Social (Cras) e Centros Especializados de Assistência Social (Creas). Após as 17h, o espaço fica disponível para utilização das dependências por parte da comunidade. No total, o Centro de Convivência Mozart Parada recebe 1,5 mil pessoas por mês.

Entre as atividades ofertadas estão: hidroginástica para idosos, natação para crianças, projeto de capoeira, caratê, basquete, futebol de campo, de quadra e society, pingue-pongue e pebolim. Durante os horários de não utilização, também fazem uso do espaço o Centro de Integração Paraolímpico e a Associação de Idosos de Taguatinga.

Vaquinha da comunidade
A conservação do lugar tem sido feita pela própria comunidade, por meio de doações de materiais, rifas ou mesmo trabalho voluntário. Em 2017, foi possível arrecadar o valor de R$ 8 mil em contribuições, mas os valores são insuficientes para suprir todas as necessidades.

O dinheiro não dá, por exemplo, para reabrir a piscina ao público, interditada há mais de 60 dias. Dessa forma, as aulas de hidroginástica e natação foram suspensas. A Vigilância Ambiental esteve no local, no mês passado, para aplicar tratamento preventivo e evitar que a água poluída e inutilizável se torne foco de dengue.

A situação dos campos de futebol society não é muito diferente. Os dois estão carentes de reparos. Para tentar manter pelo menos um deles ativo, foi retirado e reaproveitado o material do outro. Os banheiros próximos aos espaços precisaram ser desativados.

No ginásio, o grande problema é a parte elétrica. Algumas lâmpadas estão quebradas, e a fiação apresenta curto-circuito constante.

Confira imagens:

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Lâmpadas do ginásio estão quebradas, e parte elétrica apresenta curto-circuito
Banheiros próximos aos campos estão desativados
Um dos campos de futebol society está completamente destruído
Água da piscina está com coloração preta e muito lodo
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Água da piscina está com coloração preta e muito lodo

Bruno Pimentel/Especial para o Metrópoles
Lâmpadas do ginásio estão quebradas, e parte elétrica apresenta curto-circuito
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Lâmpadas do ginásio estão quebradas, e parte elétrica apresenta curto-circuito

Bruno Pimentel/Especial para o Metrópoles
Banheiros próximos aos campos estão desativados
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Banheiros próximos aos campos estão desativados

Bruno Pimentel/Especial para o Metrópoles
Um dos campos de futebol society está completamente destruído
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Um dos campos de futebol society está completamente destruído

Bruno Pimentel/Especial para o Metrópoles

 Reclamações
“É uma falta de respeito com a comunidade e principalmente com as crianças que utilizam o espaço diariamente e não podem desfrutar 100% do que ele oferece”, desabafou o estudante Carlos Augusto Fraga, 23, que frequenta o “Paradão” há oito anos e já participou da venda de rifas a fim de angariar fundos para a reforma do ginásio e a limpeza das piscinas.

André de Sousa, 22, utiliza o centro há pelo menos 10 anos e acredita que, sem o apoio da comunidade, o local não estaria funcionando. “Eu me sinto triste. É um lugar que serve para tirar muitas crianças do caminho errado, das drogas, do crime. Tenho certeza que, se não fosse pela ajuda dos que frequentam, o ‘Paradão’ estaria fechado”.

Demanda em andamento, diz GDF
A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) informou que “todas as demandas de manutenção estão em andamento e em ordem de prioridades”.

Nesta terça (27), a pasta informou que, nas últimas semanas, os reparos foram feitos e a piscina já está em funcionamento (veja fotos abaixo).

A secretaria informou ainda que não faz repasse de verba ao Centro de Convivência Mozart Parada. “A unidade tem a gestão da Sedestmidh, que é a responsável por sua manutenção. O Centro de Convivência Mozart Parada recebeu diversas manutenções de 2014 aos dias atuais”, disse o órgão, por meio de nota.

A pasta listou intervenções feitas recentemente no espaço:

– Retirada da porta de vidro e instalação de grade (5/1/2017)
– Pintura das salas de oficina (15/2/17)
– Reparo no telhado da sede administrativa (17/4/17)
– Serviços de eletricistas no ginásio e na unidade (10/5/17)
– Pintura da área externa da sede administrativa, banheiros da piscina, casa de bomba e corrimões (8/6/2017)
– A piscina da unidade foi limpa, desde o último dia 18, pelo gerente do centro de convivência. Por iniciativa própria, a piscina foi tratada e está em pleno funcionamento, e está em vias de contratação uma empresa que fará a manutenção periódica do local.

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Segundo a Sedestmidh, será contratada uma empresa para se responsabilizar pela manutenção das instalações aquáticas
Piscina do Centro de Convivência Mozart Parada, em foto tirada nos últimos dias: estrutura revitalizada
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Piscina do Centro de Convivência Mozart Parada, em foto tirada nos últimos dias: estrutura revitalizada

Sedestmidh/Divulgação
Segundo a Sedestmidh, será contratada uma empresa para se responsabilizar pela manutenção das instalações aquáticas
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Segundo a Sedestmidh, será contratada uma empresa para se responsabilizar pela manutenção das instalações aquáticas

Sedestmidh/Divulgação

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