232 crianças atacadas: o que explica aumento de picadas de escorpião no DF

Nos últimos dias, dois casos envolvendo crianças chamaram a atenção; só este ano, o DF registrou 1.856 ataques de escorpião

atualizado

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Escorpião - Metrópoles
1 de 1 Escorpião - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Só este ano, o Distrito Federal já registrou 1.856 ataques de escorpião, sendo que 232 deles foram em crianças. Os dados são da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), e atualizados nessa segunda-feira (25/5).

No último domingo (24/5), uma criança de apenas 1 ano e seis meses foi levada as pressas até a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na Asa Sul, após ser picada, enquanto dormia com a mãe, em São Sebastião.

O veneno atingiu o coração da criança, o que resultou na intubação da menina. De acordo com a avó Gleiciane Santos, a menina foi extubada nessa quarta-feira (27/5) e está reagindo bem ao tratamento.

Na segunda-feira (25/5), uma outra criança, de 5 anos, foi vítima de ataque de escorpião, enquanto brincava na rua. O caso aconteceu na QE 40 do Guará 2. O menino foi internado e já está estável, fora de risco.

Os dois acidentes em um curto período de tempo chamaram a atenção. Segundo a SES-DF, o aumento dos casos é consequência da mudança de clima.

Segundo a SES-DF, escorpiões costumam aparecer em épocas quentes e de secas prolongadas seguidas por chuvas intensas devido a uma característica dos aracnídeos.

São animais noturnos que não regulam a própria temperatura. Nos meses mais frios costumam diminuir seu metabolismo, ficando menos ativos. Por isso, os acidentes causados por escorpiões costumam aumentar nos meses mais quentes, o que varia dependendo de cada região”.

No Distrito Federal, os acidentes começam a aumentar tradicionalmente a partir de agosto, atingindo o ápice entre outubro e dezembro. Entretanto, não significa que os acidentes não ocorram nos demais meses do ano.

“Durante o clima chuvoso, animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas, saem em busca de locais secos para se abrigarem. Muitas vezes esses abrigos estão no interior de residenciais, o que aumenta a probabilidade de ocorrência de acidentes”.

Além disso, a aparição dos animais peçonhentos tem a ver com a falta de habitats, o que faz com que eles migrem para ambientes urbanos, como casas, parques, escolas.

O armazenamento inadequado de materiais de construção, ou qualquer tipo de entulho, é outro fator que favorece a proliferação de animais peçonhentos.

O que fazer se for picado

Em caso de ataque por escorpião, a recomendação é de que o local da picada seja lavado com água e sabão, para evitar uma infecção. Depois, é preciso levantar o membro atingido, para que o veneno demore mais para se espalhar, até a chegada do socorro. O atendimento médico rápido é indispensável.

Em caso de emergência, é importante contatar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) ou o corpo de Bombeiros (193).

A SES-DF ainda aconselha tirar uma foto do animal, se for seguro, para ajudar na identificação e no tratamento correto.

A Secretaria de Saúde conta ainda com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Samu, referência no atendimento aos pacientes intoxicados e vítimas de acidentes com animais peçonhentos, que funciona 24 horas por dia pelo telefone 0800-644-6774.


Onde encontrar o soro antiescorpiônico:

  • Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib);
  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran);
  • Hospital Regional do Guará (HRGU);
  • Hospital Regional de Brazlândia (HRBz);
  • Hospital da Região Leste (Paranoá);
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC);
  • Hospital Regional do Gama (HRG);
  • Hospital Regional de Santa Maria (HRSM);
  • Hospital Regional de Planaltina (HRPL);
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS);
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

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