Novos negocios, novo normal

Mivê Pães: primeira padaria digital de Brasília aposta em autenticidade

A proposta da marca é levar pães artesanais no conforto da casa do cliente, no dia e horário que a pessoa desejar

atualizado 07/08/2020 8:26

Apesar de ter causado uma crise econômica que fechou diversos estabelecimentos em todo o país, incluindo no Distrito Federal, a quarentena trouxe à tona projetos criativos que buscaram driblar as dificuldades do isolamento social para promover experiências gastronômicas de qualidade aos clientes. Um deles foi a Mivê Pães, primeira padaria digital de Brasília.

Capitaneada por Caio Martins, Alice Firmino, Felipe Santana e Thais Firmino, a novidade foi lançada bem no início da quarentena e já conquistou diversos fãs pela cidade. A proposta do negócio é que a comercialização seja 100% digital, mas com uma cozinha física que segue todos os critérios de higiene e segurança no preparo dos produtos.

A empresa conta com seis colaboradores e o serviço funciona por intermédio de um aplicativo próprio da operação – as vendas podem ser feitas de duas formas: compras imediatas e encomendas. Na primeira, o cliente pode escolher os produtos que deseja receber em poucos minutos. Já as encomendas são feitas na plataforma com dia e horário marcados – os itens serão entregues no prazo previamente estabelecido.

“A proposta de padaria delivery traz uma comodidade exigida não só pelo momento atual de pandemia, mas pelo estilo de vida corrido que a maioria das pessoas vive. Queremos trazer mais tempo para o dia a dia de nossos clientes, pois eles podem economizar no trajeto até a padaria, na fila dos estabelecimentos, para fazerem as refeições de preferência na companhia de pessoas especiais”, contou Caio ao Metrópoles.

Crédito para seguir em frente
Seja qual for o crédito que você precisa, o BRB oferece cartões com vantagens exclusivas, seguros personalizados e diversas linhas de crédito. Do Agrário ao Imobiliário, para Pessoa Física e Jurídica também. Com condições especiais, para você se reinventar e seguir em frente.

As receitas, feitas com exclusividade pela chef Je Lacerda, são uma combinação de pães tradicionais. Entre os itens do menu, os mais pedidos são o pão de queijo com carne seca, o pão de queijo de goiabada, as roscas húngaras e o tradicional pão francês.

Pães especiais embalados em caixa de plastico
O menu conta com opções tradicionais e receitas exclusivas

A área de cobertura contempla as regiões do Lago Norte, Asa Sul, Asa Norte, Noroeste, Cruzeiro e Sudoeste. Desde o lançamento, em março, algumas coisas mudaram na marca. “No menu, a grande mudança foi no mix de produtos. Incorporamos mais itens das prateleiras das padarias tradicionais e também lanches feitos na hora: desde o bom e velho pão francês com ovo mexido até o sanduíche no nosso mini pão brioche com maionese especial da casa”, explica o empresário.

0
Muito trabalho, estudo e investimento

Segundo Caio, o processo de planejamento, estudo de mercado e imersão no setor da panificação durou cerca de um ano. “Exigiu muito esforço principalmente no planejamento e na definição do modelo de negócio, por ser algo diferente, novo e inovador. Em termos de investimento, foi possível enxugar muito os custos iniciais pela nossa sociedade ser multidisciplinar e termos engenheiros de três áreas diferentes, além de uma advogada. Isso fez com que todos usassem os conhecimentos profissionais para contribuir em um pilar da empresa”, complementa.

Ele frisa que, após quatro meses de funcionamento, a essência permanece a mesma, mas alguns pontos cruciais tiveram que ser mais valorizados e ganharam um espaço inicialmente não previsto. “Como exemplo disso temos a proximidade com o cliente, ao mesmo tempo que pareça contraditório a primeira vista, é exatamente este um dos maiores diferenciais da Mivê, a proximidade e acessibilidade do cliente com a empresa”, finaliza.

Como montar uma loja virtual

O que é necessário para começar a vender pela internet? Qualquer produto pode ser comercializado em uma loja virtual? Segundo Márcio Donizetti, consultor de negócios do Sebrae-SP, a resposta é sim. O primeiro passo é oferecer uma mercadoria diferenciada, conhecê-la com propriedade e fazer um bom planejamento.

Um e-commerce próprio, ou seja, um site de vendas, que inclui meios de pagamento e entrega, inserido em um domínio de forma estruturada e segura pode custar caro. Algo a partir de quatro ou cinco mil reais. Por isso, o consultor recomenda aos iniciantes começarem vendendo um marketplace, que são plataformas prontas, como o Mercado Livre, Amazon, Magalu e Americanas.com. 

loja virtuail

“Os marketplaces são ambientes validados, com tráfego de usuários consolidado. É até uma forma de testar o modelo de negócio estabelecido, sem gastar muito. Prove o desempenho dos produtos, ganhe experiência. Aí sim, depois de ter um risco calculado, você vai estar mais preparado para começar o próprio e-commerce”, justifica.

Mas, caso opte por desenvolver o próprio espaço, o Sebrae disponibiliza um guia gratuito que ensina como montar uma loja virtual. Além dele, vale consultar a página da Empretec, metodologia que visa desenvolver o comportamento empreendedor e identificar novas oportunidades de negócios disponíveis.

Plataforma escolhida, mantenha-a atualizada, seja claro e estipule um padrão para a apresentação dos produtos, com boas imagens e informações específicas. E o mais importante: tenha um processo simples para as vendas. Se ficar muito complicado para o internauta realizar uma compra, ele irá desistir e procurar outro vendedor.

Na avaliação do consultor do Sebrae, para ter uma loja virtual de sucesso, o empreendedor precisa conhecer o cliente. Para isso, ele pode criar personas que representem os potenciais consumidores. O exercício pode parecer estranho, mas ajuda a entender quem é o público do produto: quem é, do que gosta, em quais canais ele está. “Isso permite conhecer a jornada do usuário, o processo de compra dele”.

Outra dica é criar autoridade. Uma boa ferramenta para se tornar referência dentro do campo de atuação da empresa são as mídias sociais, por meio da construção de conteúdo relevante. “No entanto, é importante saber que as redes sociais não são um lugar para vender, são um lugar para criar relacionamento e autoridade. É um espaço para demonstrar que se entendo bem sobre determinado assunto. Daí, quando uma pessoa for comprar, ela vai se lembrar de você”, destaca o consultor. 

Por fim, é essencial estabelecer um bom relacionamento com os clientes. Ele começa numa dúvida e vai até o pós-venda e é essencial para fidelizar os consumidores. “As pessoas não compram de outras empresas, compram de outras pessoas. O pequeno tem muita dificuldade de aparecer. Mas, os clientes gostam disso”, acrescenta Donizetti.