Eletrificação de frotas: infraestrutura avança no Brasil

Investimentos em pontos de recarga para carros elétricos têm crescido em ritmo acelerado no Brasil nos últimos anos

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talk “Nova Era dos Veículos”
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atualizado

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Quando se trata de eletromobilidade, o Brasil cresce em ritmo acelerado. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 300 mil veículos elétricos em circulação. Além disso, as vendas cresceram 90% nos últimos dois anos, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

O país se tornou assim uma potência global, justamente por combinar uma matriz elétrica majoritariamente limpa a uma base industrial automotiva já consolidada.

Essa combinação somada ao início da produção local representa avanços tecnológicos e econômicos, mas também envolve desafios como o aumento dos pontos de recarga e assistência técnica, para que os consumidores sejam atendidos em todos os pontos da cadeia de eletromobilidade.

Para debater esse importante tema, o Metrópoles convidou especialistas para o segundo painel, A expansão logística da eletrificação de frotas no Brasil, do talk “Nova Era dos Veículos — o Futuro da Mobilidade no Brasil”.

Participaram do debate Davi Bertoncello, CEO da Tupi Mobilidade; Gustavo Pamplona, gerente de expansão do Grupo DVA; e Grace Kelly Ganharul, especialista em eletrificação veicular do SENAI-SP.

Infraestrutura em expansão

Um dos mitos da eletrificação é a limitação de alcance, por isso o investimento em pontos de recarga para carros elétricos tem crescido também em ritmo acelerado.

Atualmente, o Brasil conta com 21.061 pontos públicos e semipúblicos, segundo atualização da ABVE. Em um ano, a recarga rápida (DC) cresceu 167% e já representa 31% do total da rede.

Outro dado que reforça a segurança da autonomia é que 80% dos brasileiros moram em casas, o que permite que os carros sejam carregados com tranquilidade, entre uma a duas vezes por semana – levando em consideração usuários comuns, que rodam em média 57 km semanalmente.

Davi Bertoncello, CEO da Tupi Mobilidade
Davi Bertoncello: “Já superamos o ponto mais crítico da curva, em que os dois lados têm medo, o consumidor tem medo de não encontrar ponto de recarga e o investidor de não ter consumo”

“O indicador de maturidade do mercado mostra que todo o ecossistema faz parte da decisão de compra, não só a tecnologia do carro, mas a segurança transmitida pela rede”, ressaltou Davi Bertoncello.

Quem concorda é Gustavo Pamplona: “As concessionárias precisaram se reinventar, vendendo não só o carro, mas a condição de poder rodar”.

Pamplona ainda reiterou uma meta clara do setor: “Temos a pretensão de ter um ponto rápido a cada 50 km nas rodovias brasileiras”.

Além disso, atualmente os usuários contam com aplicativos que otimizam a experiência de recarga, permitindo o agendamento, acompanhamento da recarga e pagamento.

Bertoncello ponderou também que o mercado busca pela “tecnologia invisível”, visando a tornar a recarga cada vez mais fluida e acessível a todos os perfis. “Temos usuários com 60, 70 e até 80 anos. Esse público precisa ser levado em consideração. Portanto, buscamos facilitar cada vez mais esse processo.”

Gustavo Pamplona
Gustavo Pamplona: “Hoje você pode agendar e pagar a recarga elétrica pelo aplicativo”

Para que o ecossistema funcione, a mão de obra precisa acompanhar a tecnologia. Grace então enfatizou que a qualificação é o pilar que sustenta essa expansão.

“O mecânico tradicional já se conscientizou da necessidade de se profissionalizar. As oficinas independentes estão enxergando isso como uma oportunidade real de negócio”, ponderou.

Não só o aumento de vendas, mas a instalação de fábricas amplia ainda mais o leque de oportunidades profissionais que tendem a surgir. Um exemplo disso é a nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA). A empresa pretende criar ainda um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no estado.

“Com a meta da BYD de dobrar a capacidade da produção anual da fábrica, chegando a 600 mil veículos por ano, temos um quadro promissor em termos de empregabilidade, principalmente se levarmos em conta outras fábricas e iniciativas do segmento”, frisou.

Especialista em eletrificação veicular do SENAI-SP, Grace Kelly Ganharul
Grace Kelly Ganharul: “Todo mundo se movimentou, já percebemos que o mercado está se profissionalizando”

Além do ganho ambiental, o talk reforçou os benefícios econômicos tangíveis da frota elétrica:

  • Menor custo de manutenção: veículos elétricos possuem menos peças móveis e menor desgaste.
  • Eficiência energética: aproveitamento superior da energia em comparação aos motores a combustão.
  • Resiliência: menor dependência de combustíveis fósseis e aproveitamento da matriz elétrica renovável do Brasil.
  • Incentivos: exemplos como o Distrito Federal, que oferece desconto no IPVA, atraem investimentos internacionais.

O talk “Nova Era dos Veículos — o Futuro da Mobilidade no Brasil” foi um oferecimento da BYD.

Assista o talk completo:

 

 

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