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Na reta final de 2025, o governo do Maranhão entregou à população o Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT), em Imperatriz. A cerimônia de inauguração contou com as presenças do governador Carlos Brandão e do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Projetado para atender demandas de média e alta complexidade, o HRT conta com 153 leitos, dois quais 33 pertencem à Terapia Intensiva (UTI) – distribuídos em três alas, duas adultas e uma pediátrica. Com perfil assistencial voltado predominantemente às áreas cardiológica e de cirurgia, a unidade conta com sete salas cirúrgicas e tem capacidade para realizar procedimentos complexos como neurocirurgias e cirurgias cardiovasculares, além de dois equipamentos de hemodinâmica para a realização de cateterismos e angioplastias.
O HRT também está equipado para o serviço completo de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, com capacidade para a realização de angiotomografias, ressonâncias e tomografias, ultrassom e eletrocardiogramas. Os ambulatórios especializados atenderão adultos e crianças, oferecendo assistência integral em especialidades como cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia de cabeça e pescoço, gastrenterologia, proctologia, bucomaxilofacial e radiologia intervencionista.
Além da estrutura técnica, o hospital contará com brinquedoteca e dois jardins terapêuticos, voltados para promover bem-estar físico e mental de pacientes, familiares e profissionais. Com tudo isso, o HRT já foi inaugurado como um dos mais completos equipamentos de saúde do Maranhão.

Hospital será preparado para realizar transplantes
O HRT foi possível por meio de uma parceria entre o Governo do Maranhão que investiu R$ 191 milhões na construção do hospital, e o Governo Federal; que por meio do Ministério da Saúde investirá R$ 40 milhões mensais no custeio da unidade.
Durante a solenidade de inauguração, o governador Carlos Brandão fez questão de destacar a importância desta parceria, e o que ela representa para a população da Região Tocantina. “A região há muito tempo precisava de um hospital deste nível. Agora temos um hospital com equipe qualificada, com cerca de 500 profissionais, que vão atender a população e realizar cerca de 400 cirurgias por mês. A população não vai precisar se deslocar para outros centros urbanos, como São Luís, Belém (PA) e Palmas (TO). E nós precisamos destacar a importância de termos como parceiros o Governo Federal, que abraçou nossa proposta”, pontuou.
Presente à cerimônia, o ministro Alexandre Padilha assinou a portaria que autoriza o repasse de R$ 40 milhões mensais para o funcionamento da unidade e anunciou que o hospital será preparado para realizar transplantes.
“O Brasil é o país que mais realiza transplantes no sistema público de saúde. O Maranhão era o penúltimo estado do país nesse indicador e já conseguiu subir para a 13ª posição. Por isso, o Ministério da Saúde vai apoiar também a realização de transplantes neste novo hospital, o que vai aumentar a qualidade do atendimento e permitir que o estado continue avançando nesse ranking, salvando cada vez mais vidas”, declarou Padilha.
O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, afirmou que o HRT vai transformar a realidade das famílias da região.
“Por muito tempo, adoecer nas regiões Tocantina e Sul do estado significava deixar a família, percorrer centenas de quilômetros e torcer para que o coração aguentasse. Essa realidade ficou para trás”, afirmou. “Agora, o Maranhão garante atendimento cardíaco de média e alta complexidade com estrutura adequada e profissionais qualificados”, completa.
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Experiências positivas
Para os primeiros pacientes atendidos no mutirão de cateterismo, a nova unidade já representa mudança na rotina de tratamento. É o caso da aposentada Minelvina Silva Lima, que aguardava o procedimento.
“Já faz muito tempo que espero essa cirurgia e, graças a Deus, fui chamada para cá. Estou sendo bem atendida por toda a equipe e confiante no hospital”, comentou.
O aposentado José de Mar de Sousa também está entre os primeiros pacientes atendidos no HRT. “Eu só tenho a agradecer por este hospital. Nós estávamos precisando muito de um ambiente desses. Eu estou feliz demais de ser um dos primeiros pacientes e de poder fazer meu cateterismo. Espero que eu saia daqui recompensado do problema que eu estou sentindo. Desde que eu entrei nesse hospital não me faltou nada, todos os enfermeiros e médicos são muito competentes e estão nos dando forças para que a gente se sinta bem nessa casa”, avaliou.

