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A ideia de que “com barriga cheia a gente pensa melhor” não é só uma percepção do senso comum. O cérebro usa a glicose como principal fonte de energia; por isso, uma refeição equilibrada é indispensável para um bom desempenho mental. Uma boa alimentação não garante apenas corpo e mente saudáveis, mas também é importante para o bem-estar social.
Quando se trata de comida de qualidade, servida coletivamente e a preço social, o Governo do Distrito Federal (GDF) se destaca. Atualmente, são 18 restaurantes comunitários espalhados pelo DF. Segundo dados oficiais, mais de 1,4 milhão de refeições são servidas mensalmente, ao custo médio de R$ 1 por almoço.

A realidade é que esses espaços garantem a sobrevivência de algumas famílias, como é o caso do pedreiro José Estácio Filho, 55 anos, e de sua esposa, Telma Moreira da Silva, 46. O casal conta que frequenta o local há três anos e que, muitas vezes, opta pelo local por não ter o que comer em casa.
“Aqui funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou o pedreiro.
A esposa, Telma, destaca que essa é uma alternativa segura e acessível.
“A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom. Tanta gente que não tem o que comer vem aqui, come e sai satisfeita”, contou.
As refeições nos restaurantes comunitários já chegaram a custar R$ 3 e R$ 2, em 2015 e 2016; hoje é oferecida ao preço de R$ 1. Outro avanço foi a ampliação do cardápio e do atendimento. Atualmente, 13 deles contam ainda com café da manhã e jantar pelo valor de R$ 0,50 cada.

Segundo pesquisa de satisfação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), realizada em 2025, 75% dos usuários classificaram a qualidade do atendimento e das refeições como ótima ou boa nos últimos quatro meses.
Quem confirma esse dado é a dona de casa Lindaura Ferreira de Oliveira, 61 anos, que costuma fazer as três refeições na unidade de Arniqueiras.
“A comida é preparada no ponto certo, atendendo às necessidades de quem tem problemas de saúde. Eu como aqui diariamente, e isso faz uma grande diferença na minha vida”, afirmou.
Gratuidade garantida para a população em situação de rua
Somente no último ano, mais de 17 milhões de refeições foram servidas. Desse total, 11,2% foram destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua, que se beneficiam da gratuidade desde 2020, graças ao Decreto nº 45.715.
Em 2024, a oferta, que contemplava apenas o almoço, foi ampliada para três refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar. Com isso, a média passou a ser de 5.247 refeições servidas diariamente.

Quem se beneficiou com essa medida, por muito tempo, foi a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, que viveu em situação de rua e hoje, por meio do programa Morar Bem, do GDF, tem um lar para chamar de seu.
“Eu sou muito grata. Aqui você toma café da manhã com fruta, café, um pãozinho com queijo, é uma maravilha, eu só tenho a agradecer. Eu ganhei até uns quilinhos”, contou, com bom humor.
Essa e outras ações, como o Cartão Prato Cheio, entregue mensalmente a 100 famílias do DF, com crédito de R$ 250 para compra de alimentos, resultaram em um reconhecimento importante: o Selo Betinho.
A premiação é concedida pela Organização da Sociedade Civil Ação da Cidadania e valida os esforços no combate à fome e na garantia da segurança alimentar.
Educação em foco
A educação também segue sendo prioridade do governo. Prova disso são os investimentos na educação básica, R$ 206 milhões desde 2019, contemplando cerca de 70 unidades educacionais, entre centros de educação da primeira infância (Cepis), escolas classe (ECs), centros de ensino fundamental (CEFs) e centros de ensino médio (CEMs), em diversas regiões administrativas.
Os resultados já podem ser comemorados. Em 2025, o Distrito Federal alcançou 65% das crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, superando a meta prevista de 63%. Em 2024, o índice havia sido de 59%.
Outra medida do GDF que fortalece esses números é a ampliação das escolas em tempo integral. O Educacenso 2019/2024 mostra que o número de alunos nessa modalidade passou de 46.702, em 2019, para 51.217, em 2024, um aumento de 9,7%.

O avanço das escolas em tempo integral beneficia famílias como a da Sandra Batista dos Santos, 42 anos, mãe solo de três filhos. Entre eles, Jennifer Vitória, de 7 anos. Para ela, a escola oferece segurança e um apoio fundamental no cuidado com a menina.
“A rotina da escola ajudou muito no meu dia a dia e no dela em casa. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada. Mesmo no fim de semana, ela mantém os hábitos saudáveis que aprendeu na escola”.
Somente em 2025, o GDF investiu mais de R$ 15,5 milhões em ações de manutenção das unidades atendidas pelo Programa Escola em Tempo Integral (Peti) e pelo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti), além de cerca de R$ 7 milhões aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos.

Quem a aproveita é o aluno Lucas Tortoretti, de 15 anos, que enxergou uma oportunidade de otimizar o tempo. “Se eu não estivesse aqui estudando integral, provavelmente estaria em casa dormindo ou andando na rua. Aqui é melhor, porque estou sempre aprendendo alguma coisa”, reconhece o jovem.
O ensino superior também ganhou reforço, com a Universidade do Distrito Federal (UnDF), criada em 2021, com objetivo de democratizar ainda mais o acesso a cursos de graduação e pós-graduação.
Reforço na saúde
No último ano o GDF assinou os contratos para a construção de sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs). Trata-se do maior plano de expansão dos últimos anos, com investimento total de R$ 117 milhões para ampliar a rede de urgência e emergência.

Além das 13 unidades já em funcionamento, cada nova unidade contará com 65 leitos, sendo 33 destinados ao atendimento de adultos e 32 pediátricos. A expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços e reduzir a demanda nos hospitais da rede pública.
Dois novos hospitais também devem reforçar ainda mais a saúde no DF, além da reforma de áreas em cinco já existentes, da implantação de cinco UBSs e de dois centros de atenção psicossocial (Caps). O investimento total é de R$ 524.170.071,70.
Segurança em tempo integral
Não apenas as escolas e a área da saúde ganharam reforços. Atualmente a população do DF conta com 31 delegacias circunscricionais funcionando 24 horas por dia, contribuindo para o aumento nas investigações e conclusões de crimes.
Além disso, há quatro unidades especializadas de atendimento à mulher e da Criança e do Adolescente e da Delegacia Eletrônica, também em funcionamento contínuo.
Segundo dados da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), 2025 bateu recorde de inquéritos concluídos: 22.583, contra 28.632 no ano anterior.

Ir e voltar com mais agilidade e segurança
Promover a mobilidade urbana é um desafio para os grandes centros. Reduzir o tempo no trânsito é contribuir para a qualidade de vida da população. Neste sentido, o GDF tem investido cada vez mais.
Desde 2019, 11 novos viadutos foram construídos, além do Túnel Rei Pelé, a maior obra viária dos últimos anos, que ajudou a desafogar o trânsito na região de Taguatinga.

Outro destaque é a conclusão das obras na Saída Norte, que receberam o nome de Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz; a criação do Corredor Eixo Oeste, ligando o Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto; e a reconstrução do viaduto no Eixão Sul, que havia desabado em fevereiro de 2018.

