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Quando se trata de saúde, o tempo é um dos fatores cruciais para um tratamento de sucesso. Por isso mesmo, a população do Distrito Federal tem muito a comemorar por dois programas do GDF: o OperaDF e O câncer não espera.
Entre setembro de 2025 e março de 2026, houve a redução de 44% na fila de espera por cirurgias eletivas enquanto os pacientes oncológicos agora são atendidos em até 17 dias e encaminhados para o início do tratamento em até 24 dias.
OperaDF
Lançado no ano passado para acelerar as cirurgias eletivas, o programa OperaDF possibilitou um aumento de 70,6% no total de procedimentos feitos pela rede pública de saúde do Distrito Federal.
Em números absolutos, isso significa 9.792 cirurgias a mais em apenas seis meses, entre setembro de 2025 e março de 2026.
No mesmo período, houve redução de 44% no tempo de espera por cirurgias eletivas, resultado associado à reorganização da demanda e à ampliação da capacidade de atendimento.
Entre as especialidades contempladas, a oftalmologia recebeu reforço com o credenciamento de nove hospitais, o que permitiu ampliar a oferta de procedimentos e acelerar o chamamento de pacientes.
A medida contribui para dar mais fluidez à fila e garantir que os encaminhamentos ocorram de forma mais ágil, desde a consulta inicial até a cirurgia.
Os hospitais contratados devem fazer consultas antes e após as cirurgias, promover a avaliação prévia com cardiologista, oferecer o acompanhamento pré-anestésico e dispor de equipamentos, insumos e curativos pós-operatórios e eventuais biópsias, além de internação pós-operatória, caso necessário.
O câncer não espera
Com a implementação do programa “O Câncer Não Espera e o GDF também não”, o tempo para o primeiro atendimento caiu de 81 para 17 dias. Já o início do tratamento passou a ocorrer, em média, em até 24 dias após a identificação da necessidade terapêutica.
A estratégia envolve a integração dos serviços, a otimização dos fluxos e o uso de ferramentas que permitem organizar o acompanhamento dos pacientes, incluindo a comunicação direta sobre consultas, exames e etapas do tratamento.
Dessa forma, a rede pública consegue reduzir intervalos críticos e oferecer respostas mais rápidas às pessoas que precisam de cuidado contínuo.
Cristiane Rosa, 47 anos, conhece de perto os desafios enfrentados por quem recebe um resultado positivo para câncer de mama. Diagnosticada em abril de 2022, começou o tratamento naquele ano e, em 2023, fez mastectomia com reconstrução imediata na rede pública.
“Graças ao projeto do governo do DF, consigo fazer meus exames com muita agilidade. Preciso passar por verificações complexas que, hoje, são marcadas rapidamente. Isso me dá segurança para continuar o acompanhamento”, conta.









