A segunda proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada no Senado Federal em 2019 é de interesse dos concurseiros. Se o texto for aprovado, os prazos de validade dos concursos públicos já realizados deverão ser interrompidos caso não exista verba para contratação dos aprovados. O prazo de validade do certame só seria restabelecido quando houvesse recursos suficientes para as nomeações.

A PEC 2/2019 é de autoria da senadora Rose de Freitas (MDB) e foi protocolada na última quinta-feira (7/2). Atualmente, o documento tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa, à espera de um relator. “Deixar os concursos caducarem sem a nomeação sequer de um número mínimo de aprovados, em razão da falta de recursos financeiros, não é o mais adequado ao interesse público”, justifica a parlamentar no texto.

No Distrito Federal, essa norma já é válida. O Projeto de Lei 3.136/2018, de autoria do Poder Executivo, foi sancionado pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em novembro de 2018. O documento prevê que o prazo de validade de concursos ficará suspenso enquanto o governo não puder nomear os aprovados. A validade será retomada quando houver recursos para contratar os candidatos.

Os orçamentos sancionados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), trazem, juntos, quase 70 mil vagas – 48.224 federais e 21.172 distritais –, isso sem contar os processos seletivos de empresas públicas, que possuem autonomia para promover certames, pois contam com recursos próprios.

Para este ano estão previstas seleções esperadas há muito tempo e com os salários mais sedutores do funcionalismo público brasileiro, como as do Legislativo federal. No Judiciário, outro setor com vagas muito disputadas e ótimas remunerações, haverá milhares de oportunidades, distribuídas entre tribunais superiores, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).