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Vinicius Passarelli

Sem Kassab, MDB e grupo ligado a Nunes tocam campanha de Tarcísio

Aliados afirmam que MDB ocupou espaço que na última eleição coube ao PSD, que em 2022 deu sustentação à organização da campanha de Tarcísio

11/08/2026 04:30
Rebeca Ligabue/Metrópoles
Tarcísio de Freitas é oficializado candidato à reeleição em convenção - Metrópoles

Com o distanciamento entre Gilberto Kassab (PSD) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), a campanha de reeleição do governo paulista tem sido “tocada”, de acordo com aliados, por quadros do MDB na capital paulista ligados ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Entre os nomes que têm atuado na coordenação responsável pela mobilização e organização de eventos da campanha, está Vitor Arruda, atual secretário executivo de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da gestão Nunes. A pasta é responsável pelo programa Armazém Solidário, uma das vitrines da gestão Nunes.

Outro considerado “braço direito” do prefeito e que passou a atuar na coordenação de agendas da campanha de Tarcísio é Diogo Soares, atual secretário de Habitação do município. Já a coordenação política está a cargo de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos, partido de Tarcísio.

Na avaliação de aliados, o governador não tem contado com a estrutura do PSD para este tipo de organização, algo que ocorreu na eleição de 2022, quando o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, abraçou a candidatura do então novato em disputas eleitorais.

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No entorno de Tarcísio, é quase unânime o entendimento de que a sigla foi essencial para dar sustentação material e organizacional à campanha, além uma base sólida por meio da grande quantidade de prefeitos do PSD.

Neste ano o cenário é outro. Embora o PSD ainda faça parte oficialmente da coligação de Tarcísio, os atritos entre Kassab e o governador durante as negociações sobre a vice na chapa distanciaram a dupla, após o dirigente ser preterido pelo ex-aliado Felício Ramuth, atual vice-governador. Além disso, correligionários de Kassab afirmam que ele tem concentrado esforços na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na qual é o vice da chapa.

Para abrigar Ramuth em um lugar que lhe daria a legenda para seguir na chapa, Tarcísio viabilizou a ida do auxiliar ao MDB, em uma articulação direta com o presidente nacional do partido, Baleia Rossi.

Inicialmente, o movimento não contou com o aval de Ricardo Nunes, já que o prefeito vislumbra disputar a eleição para o governo de São Paulo em 2030 com o apoio de Tarcísio. O governador teve de conversar com Nunes para acalmar os ânimos.

A interlocutores, tanto Nunes como Tarcísio afirmam que há um compromisso de Ramuth de que, mesmo na cadeira de governador em 2030, caso Tarcísio saia para disputar a presidência, ele não se colocará no caminho do prefeito na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.