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Vinicius Passarelli

Intromissão de André do Prado em sucessão na Alesp incomoda PL e governo

Aliados de Tarcísio dizem que expectativa é que PL defina nome de consenso na Alesp. Tentativa de André de emplacar novato gera resistência

29/10/2026 12:50, atualizado 29/10/2026 13:11
Bruna Sampaio/Alesp
Deputado André do Prado (PL), presidente da Alesp

Deputados e aliados próximos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) relatam incômodo com o empenho do senador eleito André do Prado (PL) em ditar as conversas sobre sua sucessão no comando da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Parlamentares afirmam que o ex-presidente da Casa também busca emplacar um nome seu para a Segunda Secretaria da Mesa Diretora.

“Ele precisa entender que agora ele é senador e os assuntos da Alesp cabem aos deputados”, disse um parlamentar aliado, sob reserva. Os movimentos do ex-presidente da Alesp estariam incomodando o próprio Tarcísio, de acordo com auxiliares.

Segundo deputados, André do Prado tem trabalhado para viabilizar a candidatura de um dos seus aliados que se elegeram para o primeiro mandato na Alesp: Rodrigo Ashiuchi e Rogério Franco. Assim como Prado, ambos integram o grupo político do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Pesa contra a dupla o fato de serem novatos na Casa. Dentro da bancada do PL, que terá 27 cadeiras na próxima legislatura, a leitura é que seria desprestígio com deputados mais antigos do partido. Neste sentido, Alex Madureira e Thiago Auricchio são nomes citados como possibilidades concretas para o posto.

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De acordo com relatos, os dois, por enquanto, estão “jogando parado” e aguardam o avançar das conversas. Auricchio é visto como uma figura de bom trânsito entre as bancadas e um nome que agradaria Tarcísio. Já Alex é o atual líder do PL na Alesp, mas recebe criticas de correligionários em relação ao estilo de atuar, visto como individualista.  Outro nome que tem se colocado é Tenente Coimbra.

O PL deve se reunir nos próximos dias para tentar chegar a um nome de consenso e apresentá-lo para o crivo de Tarcísio. Aliados próximos do governador afirmam que ele não deve se intrometer nas discussões.

A avaliação, no entanto, é de que se o PL não chegar a um consenso e Tarcísio precisar intervir, o chefe do Executivo pode optar por trabalhar por um nome do Republicanos, como Gilmaci Santos, atual líder do governo, ou Danilo Campetti. Essa possibilidade, porém, é vista como remota, já que a legenda fez apenas apenas seis cadeiras.