
Tácio LorranColunas

Vorcaro tentou negócios em Maricá, cidade reduto do PT no RJ
Prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, Washington Quaquá disse que atuou para barrar investimento do Fundo Soberano no Master
atualizado
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Daniel Vorcaro tentou negócios para o Banco Master em Maricá, município que é reduto do PT no Rio de Janeiro. A intermediação foi feita pelo lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, em 2024, e aparece nas mensagens do celular do banqueiro interceptadas pela Polícia Federal.
Em uma conversa entre Vorcaro e Ricardo Siqueira Rodrigues, no dia 30 de julho de 2024, o dono do Banco Master pergunta: “Aquele de Maricá travou?”. A PF caracteriza a operação questionada como “captação” de investimentos.
O lobista, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na terça-feira (28/5), respondeu ao banqueiro que “estava em campo”. Ricardo Siqueira Rodrigues foi alvo da Lava Jato, em que também atuava como operador financeiro, e, como contou a coluna, foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários por fraudes no Trump Hotel.
“Deu um estresse, mas estou em campo contornando. As matérias assustaram, mas tem conserto. Essa semana mando notícias. Abs”, disse Ricardo Siqueira Rodrigues a Vorcaro. A operação não teve sucesso, diferentemente de Itaguaí (RJ), Maricá não aportou valores no Master.
O município de Maricá é comandado por Washington Quaquá, vice-presidente do PT. A cidade é conhecida por ser o reduto do partido no Rio de Janeiro.
Em janeiro deste ano, Quaquá, que é prefeito de Maricá, disse que atuou para que dinheiro do Fundo Soberano do município não fosse destinado ao Master.
“Então, lá no passado, o malandro que veio de Brasília pra cá, Renato, tu sabes quem eu tô falando, tava negociando botar o Fundo Soberano de Maricá no Banco Master. Master! Nós entramos e falamos ‘não bota que esta merda, todos os nossos amigos do mercado financeiro tão dizendo que esta merda vai quebrar, não façam isso, não façam isso!’. Os nossos 2 bilhões iam pro Master, se a gente não intervém”, disse o prefeito.
Instituto de Previdência de Itaguaí deu dinheiro para o Master
A advogada Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle do Rioprevidência, deixou a instituição estadual para assumir o Itaprevi, instituto de previdência do município de Itaguaí, em 2024. O fundo aportou R$ 58 milhões no Master sob a gestão de Machado.
Ela foi alvo da Polícia Federal na terça-feira (26/5) por ter assinado, segundo as investigações, o “credenciamento fraudulento” do Banco Master para “viabilizar operações irregulares mediante credenciamento meramente burocrático, sem as análises técnicas obrigatórias”.





