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Tácio Lorran

Pré-candidato do PSDB no RJ foi condenado por “saidinha de banco”

Diego José Alba foi condenado pela Justiça do RJ por formação de quadrilha; político também foi denunciado por estelionato em MG

Bruna Lima11/06/2026 02:00, atualizado 10/06/2026 21:40
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Reprodução/Redes sociais
diego alba

Pré-candidato do PSDB à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Diego José Alba foi condenado pela Justiça fluminense, em outubro de 2009, por participar de uma tentativa de assalto na modalidade conhecida como “saidinha de banco”, ocorrida em abril daquele ano. O político é apoiado pelo presidente do PSDB no Rio de Janeiro, o deputado Luciano Vieira, com quem faz diversas agendas de pré-campanha.

Diego José Alba chegou a ser preso preventivamente por seis meses, mas foi solto em outubro e cumpriu a pena em regime aberto. A sentença, proferida pelo juiz Luciano Silva Barreto, aponta que foi apreendida uma arma com numeração raspada escondida no veículo que teria sido usado para o crime.

Pré-candidato do PSDB no RJ foi condenado por “saidinha de banco” - destaque galeria
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Trecho da sentença que condenou Diego José Alba na primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro
Trecho da denúncia do Ministério Público Federal que denunciou Diego José Alba por participar de um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal
Trecho da denúncia do Ministério Público de Minas Gerais sobre a participação de Diego José Alba em uma quadrilha de estelionato
Diego José Alba em agenda de pré-campanha
Diego José Alba e Luciano Vieira, presidente do PSDB no Rio de Janeiro
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Diego José Alba e Luciano Vieira, presidente do PSDB no Rio de Janeiro

Trecho da sentença que condenou Diego José Alba na primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro
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Trecho da sentença que condenou Diego José Alba na primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro

Trecho da denúncia do Ministério Público Federal que denunciou Diego José Alba por participar de um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal
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Trecho da denúncia do Ministério Público Federal que denunciou Diego José Alba por participar de um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal

Trecho da denúncia do Ministério Público de Minas Gerais sobre a participação de Diego José Alba em uma quadrilha de estelionato
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Trecho da denúncia do Ministério Público de Minas Gerais sobre a participação de Diego José Alba em uma quadrilha de estelionato

Diego José Alba em agenda de pré-campanha
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Diego José Alba em agenda de pré-campanha

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), citada na decisão, afirmou que Diego José Alba, Vladimir Maciel Batalha Júnior, Camilo Borges Pinheiro Souza e Felipe Neves Júnior foram presos em flagrante, no dia 29 de abril de 2009, após a Polícia Militar fluminense receber denúncias de que o grupo planejava realizar assaltos na modalidade conhecida como “saidinha de banco” em uma agência do Itaú em São Cristóvão, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

A sentença destaca que o réu Vladimir Maciel Batalha Júnior teria confessado o crime e a propriedade da arma. Vladimir, ainda segundo o magistrado, também delatou a participação de Camilo e Diego José Alba, mas depois “voltou atrás” em sua versão, alegando que não conhecia Diego.

O agora pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB afirmou em juízo, em 2009, que não conhecia Vladimir, apenas Camilo, e que estava na agência do Itaú para realizar um pagamento. As investigações, entretanto, revelaram ligações telefônicas entre Diego José Alba e Vladimir Maciel Batalha.

Além disso, Diego José Alba admitiu em depoimento que tinha “conhecimento de que sua motocicleta foi reconhecida como tendo sido utilizada para roubo” em um inquérito que tramitava na 17ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Seis anos depois, em 2015, o Ministério Público Federal denunciou Diego José Alba por participação em um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal no Centro do Rio. Na ocasião do crime, ocorrido em dezembro de 2014, o grupo roubou cerca de R$ 300 mil.

O pré-candidato do PSDB foi apontado por funcionários da agência em um reconhecimento fotográfico. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas acabou absolvido por não haver provas robustas de sua participação no crime.

Diego José Alba também foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais, em 2016, por estelionato. O MP mineiro afirmou que ele seria o chefe de uma quadrilha que efetuava saques com cartões clonados e que a identidade do pré-candidato foi encontrada no carro de um criminoso que efetuou retiradas de dinheiro. O montante chegou a R$ 225 mil, segundo a denúncia.

“Os denunciados Laércio Isidoro do Nascimento Júnior e Diego José Alba Taboada exercem a função de chefes de equipes, responsáveis por recrutar as pessoas para realizar os saques e por orientá-las durante a operação criminosa”, disse a denúncia do MP de Minas Gerais.

O processo ainda tramita na Justiça de Minas Gerais, e a defesa alega que a denúncia contra o político “se baseia exclusivamente no fato de sua identidade ter sido encontrada dentro de um veículo”.

Procurado, o pré-candidato à Alerj pelo PSDB disse que espera que os fatos do processo que ainda está em andamento na Justiça de Minas Gerais “sejam esclarecidos” e que sua inocência seja comprovada.

“Fui absolvido em todas as instâncias no processo de 2015 pela ausência de provas — razão pela qual foi declarada a minha inocência. O processo de 2016 está em andamento e confio que os fatos serão esclarecidos junto à Justiça, também provando a minha inocência. No processo de 2009, fui condenado e cumpri a pena, depois extinta por decisão judicial. Desde então, sigo cumprindo minhas obrigações de cidadão comum e trabalhando de maneira regular”, alegou.

Apesar de o presidente do PSDB do Rio de Janeiro, o deputado Luciano Vieira, chamar Diego José Alba de pré-candidato e acompanhá-lo em agendas de pré-campanha, o partido disse em nota à coluna que ainda não tem uma lista definida de candidatos.

“O PSDB ainda não tem uma lista oficializada de pré-candidaturas ao Legislativo. O partido incorporou regras de compliance em seu estatuto e, quando for elencar possíveis pré-candidatos, vai submeter seus perfis ao conjunto de normas. O respeito às leis e às decisões da Justiça é uma diretriz da qual o PSDB não abre mão”, disse a nota.