
Tácio LorranColunas

PF põe Castro e Vorcaro como núcleo político de organização criminosa
A PF classificou Cláudio Castro e Daniel Vorcaro como responsáveis do núcleo político da “organização criminosa” dentro do Rioprevidência
atualizado
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A Polícia Federal colocou o ex-governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro como responsáveis pelo “núcleo político” de uma “organização criminosa” que foi instalada no Rioprevidência para repassar bilhões para o Banco Master. Após a segunda busca e apreensão da PF em menos de duas semanas, Castro desistiu de concorrer ao Senado pelo PL.
As investigações apontam uma relação pessoal de Castro com Vorcaro que extrapolava os limites institucionais. O relatório da PF explora diversos encontros entre o ex-governador e o banqueiro, que aconteciam, “coincidentemente” próximos de aportes bilionários do fundo de previdência estadual para letras financeiras do Master.
“O núcleo político é o cerne da organização criminosa e tem como função a tomada de decisão política sobre o valor aportado; em qual título mobiliário se aportaria e; como e quando se aportariam os recursos previdenciários nos títulos do Banco Master. Era o núcleo que detinha todo o domínio do fato da organização criminosa”, diz o relatório obtido pela coluna Igor Gadelha.
A PF revelou que Castro teve pelo menos nove encontros com Vorcaro. Em um deles, em Nova York, o banqueiro pagou um jantar de R$ 66 mil para o ex-governador, em 2023. No ano seguinte, eles estiveram juntos em uma degustação de vinhos que custou, segundo a PF, R$ 5,2 milhões.
“O governador Cláudio Castro, com o propósito de se alinhar ao nababesco life style oferecido por Daniel Vorcaro e ainda auferir lucro, rifou e expôs a latente perigo o caixa de fundo composto pelo suor do trabalho de uma vida de professores, policiais, enfermeiros, dentre outras classes de servidores e pensionistas fluminenses”, diz o relatório da PF.
A decisão de terça-feira (26/5) do ministro André Mendonça, que determinou uma busca e apreensão contra Cláudio Castro e mais nove pessoas ligadas ao esquema do Rioprevidência com o Master, afirma que o ex-governador atuou para beneficiar o Master em detrimento das contas públicas.





