
Tácio LorranColunas

Os guardiões de Marcelo Crivella na Câmara dos Deputados
Crivella mantém integrantes do grupo “Guardiões do Crivella” na Câmara dos Deputados; esquema levou à inelegibilidade do ex-prefeito
atualizado
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O deputado Marcelo Crivella, pré-candidato do Republicanos ao Senado pelo Rio de Janeiro, mantém dois assessores investigados pelo esquema “Guardiões do Crivella” em seu gabinete na Câmara dos Deputados. Um dos nomeados na Câmara, Marcos Paulo de Oliveira Luciano, foi apontado, inclusive, como chefe do grupo.
O esquema “Guardiões do Crivella” levou à cassação do mandato de Crivella em 2023. O caso ainda está em fase recursal. O grupo, composto por servidores do estado, foi montado em 2020, durante a pandemia da Covid-19, e tinha o objetivo de impedir reportagens sobre a Saúde do município.
Naquele ano, Crivella disputou a reeleição à Prefeitura do Rio e acabou derrotado por Eduardo Paes.
Marcos Paulo de Oliveira Luciano é pastor na Universal do Reino de Deus e trabalha no gabinete de Crivella desde o início do mandato na Câmara dos Deputados, em 2023. Ele recebe R$ 8,8 mil por mês.
A outra investigada no esquema dos “Guardiões do Crivella” foi Margarett Rose Nunes Leite Cabral. Ela foi chefe de gabinete de Crivella na Prefeitura do Rio de Janeiro e também foi nomeada na Câmara dos Deputados no início do mandato. Margarett recebe salário de R$ 20,2 mil.
Na época das investigações, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apurou se Margarett, como chefe de gabinete, estava acima de Marcos Paulo de Oliveira Luciano na hierarquia dos “Guardiões do Crivella”.
Relembre o caso dos Guardiões de Crivella
Servidores públicos municipais desviados de suas funções montavam barreiras em frente a hospitais para impedir que cidadãos falassem com a imprensa sobre a situação da Saúde na capital. A organização era feita por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Guardiões do Crivella”, do qual o ex-prefeito fazia parte.
Marcos Paulo Luciano, que hoje está no gabinete de Crivella na Câmara, foi contratado pela prefeitura em janeiro de 2017 e era lotado no gabinete do então prefeito com “cargo especial”. O salário bruto dele era de R$ 10,5 mil.
Após quase três anos da repercussão do caso, a Justiça decidiu, em 2023, cassar o mandato do agora deputado federal, torná-lo inelegível e multá-lo em R$ 433,2 mil. O caso está em fase recursal em outras instâncias.
À coluna, Marcelo Crivella disse que a acusação contra ele pelo uso de servidores no grupo “Guardiões do Crivella” é “falsa” e que o processo continua tramitando sem decisão definitiva, que poderia tornar a cassação de seu mandato definitiva.







