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Brasil

Rio: "Guardiões do Crivella" impedem críticas à saúde em frente a hospitais

Servidores pagos com dinheiro público dão "plantão" em frente a unidades de saúde para impedir ação da imprensa e denuncias da população

31/08/2020 22:29, atualizado 31/08/2020 22:43
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Reprodução
Funcionários da Prefeitura do Rio tentam impedir trabalho da impensa e críticas da populaçãpo à saúde

O Jornal Nacional desta segunda-feira (31/8) exibiu reportagem em que revela o que seria um esquema montado pela Prefeitura do Rio de Janeiro com funcionários públicos para fazer plantão na porta dos hospitais municipais, atrapalhar o trabalho da imprensa e impedir a população de falar e denunciar problemas na área da saúde. São informações do G1.

A organização, cujo grupo que se destaca é o “Guardiões do Crivella”, numa referência ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão.

Entre os participantes de um dos grupos, um telefone chama a atenção. O número aparece registrado como sendo do próprio Crivella. A TV Globo apurou que o prefeito já usou esse número. A equipe de reportagem ligou, mas ninguém atendeu.

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“O prefeito, ele acompanha no grupo os relatórios e tem vezes que ele escreve lá: ‘Parabéns! Isso aí!’”, contou à reportagem um dos participantes dos grupos.

Em uma entrevista ao vivo para o Bom Dia Rio em 20 de agosto, no Hospital Rocha Faria, dona Vânia cobrava uma transferência para a mãe que tem câncer, mas não conseguiu terminar a conversa com a repórter Nathália Castro porque dois homens começaram as agressões verbais e gritos de “Bolsonaro”.

A repórter pediu desculpas para Vânia, encerrou a reportagem e as agressões dos dois homens continuaram, gerando uma confusão.

Ataques organizados

Dias depois, no Hospital Rocha Faria, o repórter Ben-Hur Corrêa falava da falta de equipamentos de raios-x e da situação do caixa da prefeitura, quando dois homens impediram a reportagem.

Em seguida, um dos homens botou o crachá e foi em direção ao interior do hospital. Os ataques não acontecem por acaso. Ao contrário: são organizados e pelo poder público.

Os agressores são contratados da prefeitura do Rio. Recebem salários pagos pelo contribuinte para vigiar a porta de hospitais e clínicas, para constranger e ameaçar jornalistas e cidadãos que denunciam os problemas na saúde da capital fluminense.

A reportagem mostrou que:

  • Por grupos de Whatsapp, funcionários públicos são distribuídos por unidades de saúde municipais para fazerem uma espécie de plantão;
  • Em duplas, eles tentam atrapalhar reportagens com denúncias sobre a situação da saúde pública e intimidar cidadãos para que não falem mal da prefeitura;
  • O RJ teve acesso ao conteúdo dos grupos e viu que, após serem escalados, eles postam selfies para dizer que chegaram às unidades;
  • Um dos funcionários aparece em várias fotos ao lado de Crivella e tem salário de mais de R$ 10 mil;
  • Quando conseguem atrapalhar reportagens, eles comemoram nos grupos; e
  • A prefeitura não nega a criação dos grupos e diz que faz isso para “melhor informar a população”.
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Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual
Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual
A organização, cujo grupo que se destaca é o "Guardiões do Crivella", numa referência ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão
Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella xingou Doria de "vagabundo", além de chamar o poítico tucano de "viado"
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio
Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella
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Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual
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Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADAO CONTEUDO
Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual
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Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o Ministério Público estadual

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A organização, cujo grupo que se destaca é o "Guardiões do Crivella", numa referência ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão
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A organização, cujo grupo que se destaca é o "Guardiões do Crivella", numa referência ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão

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Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella xingou Doria de "vagabundo", além de chamar o poítico tucano de "viado"
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Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella xingou Doria de "vagabundo", além de chamar o poítico tucano de "viado"

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Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio
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ALEXANDRE BRUM/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio
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Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio

Pedro França/Agência Senado