Na farra das promoções, ex-chefe da PCRJ promoveu delegado morto há 12 anos
Durante sua gestão na Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi realizou 1.095 promoções por bravura

Em meio à explosão de promoções por bravura, que só devem acontecer em caráter extraordinário, o ex-secretário de Polícia Civil e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PP, Felipe Curi, promoveu um delegado que morreu em 2014, isto é, há 12 anos.
Felipe Renato Ettore foi promovido por bravura em janeiro de 2025. O motivo não foi divulgado no Diário Oficial e o processo SEI é sigiloso. Ele era delegado da Divisão de Homicídios antes de morrer.
O seu salário, que recebeu um reajuste de 20% com a promoção, hoje é repassado para família em forma de pensão militar. Felipe Ettore conduziu casos de repercussão como a morte da juíza Patrícia Acioli e o envolvimento do goleiro Bruno no desaparecimento de sua ex-namorada Eliza Samúdio.
Entre setembro de 2024 e abril de 2026, Felipe Curi concedeu 1.095 promoções por bravura, uma foi para ele próprio. A informação consta em um relatório elaborado pelo gabinete do deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) para a Comissão de Servidores Públicos da Alerj, e revelado pela Folha de S. Paulo.
O número é bem acima do dos seus antecessores desde que a secretaria de Polícia Civil foi criada, em 2019, no governo Wilson Witzel. O total da era Curi é quase 40% maior que a soma dos seis secretários que o precederam.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com o estudo elaborado pela equipe de Serafini, a lei complementar nº 204/2022, formulada na gestão de Allan Turnowski e que altera a Lei Orgânica da Polícia Civil, “consolidou critérios subjetivos e promoções automáticas, facilitando o controle político sobre a carreira“.









