Tácio Lorran

MPF investiga suposta rachadinha em gabinete de Hugo Motta

Coluna revelou que chefe de gabinete de Hugo Motta tinha poderes “amplos e ilimitados” para movimentar contas e salários de 10 assessores

atualizado

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Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) abriu uma investigação preliminar sobre a suspeita de rachadinha no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em agosto, a coluna revelou que a chefe de gabinete dele, Ivanadja Velloso Meira Lima, detinha procurações com poderes “amplos e ilimitados” para movimentar contas e salários de assessores.

A apuração partiu de uma representação encaminhada pelo ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para o MPF, a partir da reportagem da coluna.

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A parte criminal da investigação ficará por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PRDF entendeu que, como Hugo Motta tem foro privilegiado devido ao cargo de deputado, o processo e o julgamento na esfera criminal cabem ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já a PRDF irá apurar a suspeita de improbidade administrativa, no âmbito da esfera cível. Trata-se, ainda, de uma apuração preliminar. Caso as investigações avancem, o processo se tornará um inquérito civil. O caso está em sigilo.

Procurados pela coluna, Hugo Motta, a assessoria de imprensa e o gabinete dele não responderam até a publicação desta reportagem. A abertura da investigação preliminar na PRDF foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pela coluna.

Chefe de gabinete de Hugo Motta tem “poder ilimitado” para sacar salários

Investigação feita pela coluna identificou 10 pessoas que trabalham ou trabalharam no gabinete de Hugo Motta e assinaram procurações que dão poderes “amplos e ilimitados” para Ivanadja Velloso, a chefe de gabinete de Hugo Motta, fazer saques e realizar movimentações bancárias em nome dos funcionários.

Oito procurações permitem, explicitamente, Ivanadja Velloso “receber salários” – dois funcionários que assinaram esse documento seguem no gabinete dele. No total, essas pessoas acumularam mais de R$ 4,1 milhões em remunerações, considerando apenas o período em que estiveram lotadas no gabinete do deputado paraibano.

Confira as procurações:

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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares
Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis
Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio
Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos
Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro
Procuração assinada por Maria Socorro de Oliveira
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Procuração assinada por Maria Socorro de Oliveira

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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares
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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares

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Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis

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Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio
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Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio

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Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos
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Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos

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Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro
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Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro

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Procuração assinada por Raimundo Nonato de Araujo
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Procuração assinada por Raimundo Nonato de Araujo

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Procuração assinada por Ary Gustavo Xavier Guedes Soares
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Procuração assinada por Ary Gustavo Xavier Guedes Soares

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Procuração Jane Costa Gorgônio
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Procuração Jane Costa Gorgônio

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O montante de R$ 4,1 milhões considera apenas as remunerações do período em que as 10 pessoas trabalharam com o presidente da Câmara. As procurações foram assinadas a partir da primeira posse dele na Câmara, em 2011.

Chefe de gabinete de Hugo Motta é ré por improbidade administrativa

Ivanadja Velloso responde na Justiça Federal por suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado de Hugo Motta. Ela é acusada de movimentar a conta de um ex-funcionário que jamais pisou em Brasília e que nem sequer sabia o valor do seu salário, tampouco o número da conta bancária.

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