Tácio Lorran

MP pede que TCU apure indícios de rachadinha em gabinete de Hugo Motta

Coluna revelou que a chefe de gabinete de Hugo Motta, Ivanadja Velloso, detém procurações para movimentar e sacar R$ 4.1 milhões em salários

atualizado

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Hugo Motta
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O subprocurador-geral Lucas Furtado pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) avalie os valores movimentados pelo gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apurar indícios de rachadinha, funcionários fantasmas e acumulação indevida de cargos públicos. Se confirmados, também solicita a punição dos envolvidos em possíveis atos de improbidade administrativa e desvio de dinheiro.

A representação foi encaminhada pelo representante do Ministério Público (MP) junto ao TCU nesta segunda-feira (18/8), três dias após a coluna revelar que a chefe de gabinete de Hugo Motta, Ivanadja Velloso Meira Lima, detém procurações com poderes “amplos e ilimitados” para sacar salários e movimentar valores das contas de 10 funcionários e ex-funcionários dele.

Saiba quem são:

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Ivanadja Velloso é ré por improbidade administrativa em ação do Ministério Público Federal (MPF) que apontou um esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado do presidente da Câmara. Levantamento da coluna com base em dados da Casa mostra que a chefe de gabinete teve autorização para movimentar valores superiores a R$ 4,1 milhões em salários de funcionários de Hugo Motta.

Das 10 pessoas que cederam procurações desde 2011, duas permanecem nomeadas como secretários parlamentares no gabinete de Hugo Motta. São eles: Ary Gustavo Xavier Guedes Soares e Jane Costa Gorgônio.

Confira as procurações obtidas pela coluna:

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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares
Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis
Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio
Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos
Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro
Procuração assinada por Maria Socorro de Oliveira
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Procuração assinada por Maria Socorro de Oliveira

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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares
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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares

Documentos obtidos pelo Metrópoles
Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis
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Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis

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Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio
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Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio

Documentos obtidos pelo Metrópoles
Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos
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Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos

Documento obtido pelo Metrópoles
Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro
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Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro

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Procuração assinada por Raimundo Nonato de Araujo
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Procuração assinada por Raimundo Nonato de Araujo

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Procuração assinada por Ary Gustavo Xavier Guedes Soares
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Procuração assinada por Ary Gustavo Xavier Guedes Soares

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Procuração Jane Costa Gorgônio
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Procuração Jane Costa Gorgônio

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Procuração assinada por Evani Ramalho
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Procuração assinada por Evani Ramalho

Furtado pede que a análise do TCU foque nas procurações cedidas a Ivanadja Velloso e em verificar se as remunerações dos funcionários do gabinete de Hugo Motta estão regulares “ante indícios de rachadinha, funcionários fantasmas e acumulação indevida de cargos públicos”. Também sugere o envio ao MPF de uma cópia da representação e da decisão da Corte de Contas para que tome providências.

“O silêncio dos envolvidos em irregularidades apontadas, especialmente em casos relacionados a gabinetes parlamentares, levanta sérias dúvidas e questionamentos sobre a regularidade de suas ações. A ausência de explicações claras e objetivas por parte dos suspeitos ou acusados pode ser interpretada como uma tentativa de ocultar a verdade, o que mina a confiança pública e reforça a necessidade de investigações mais aprofundadas. Esse silêncio, muitas vezes estratégico, não apenas dificulta o trabalho de apuração, mas também alimenta a percepção de impunidade e falta de ética na gestão pública”, escreveu.
Ivanadja Velloso Meira Lima é acusada pelo MPF de operar esquema com funcionário fantasma na Câmara dos Deputados
Ivanadja Velloso Meira Lima é acusada pelo MPF de operar esquema com funcionário fantasma na Câmara dos Deputados

No pedido, Lucas Furtado aponta que a reportagem da coluna revela “possível violação aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência” e acrescenta que o uso de procurações para movimentar salários, sem transparência e com indícios de desvio de finalidade, compromete a integridade da gestão pública.

“Além disso, a movimentação irregular de recursos públicos, a acumulação indevida de cargos e a existência de funcionários fantasmas podem configurar atos de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992, especialmente no que se refere ao enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública”, assinalou.

O subprocurador solicita, ainda, que o TCU recomende que a Câmara dos Deputados aperfeiçoe os mecanismos de controle sobre a gestão de recursos públicos, a fim de prevenir “irregularidades semelhantes”.

PGR também é acionada para investigar eventuais ilegalidades de Hugo Motta e de chefe de gabinete dele

O ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol acionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para investigar “fatos potencialmente ilícitos praticados e consumados”. Na notícia-crime enviada na sexta-feira (15/8), pede a apuração de eventuais ilegalidades cometidas por Hugo Motta e Ivanadja Velloso.

Também solicita que o órgão requeira documentos, como fichas funcionais completas, espelho de ponto/frequência e comprovantes de abertura de contas-salário, dos funcionários citados pela reportagem, além das procurações firmadas nos cartórios da Paraíba.

“Quando verbas remuneratórias são pagas sem a correspondente contraprestação ou são supostamente direcionadas, por meio de instrumentos de mandato ou repasses informais, a finalidades alheias ao interesse público, há desvio da destinação legal da verba (salário), com potencial subsunção ao núcleo ‘desviar'”, argumentou Dallagnol.

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