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MP investiga candidato do União ao Senado no RJ por esquema de postos

MPRJ está em fase inicial de investigações contra Márcio Canella, candidato do União Brasil ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro

19/05/2026 05:00
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Reprodução/Redes sociais
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu um procedimento, na primeira semana de maio, para investigar supostos crimes cometidos pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, um dos candidatos de Flávio Bolsonaro ao Senado pelo estado. O político é filiado ao União Brasil.

A investigação, de acordo com documentos obtidos pela coluna, está na fase inicial de oitivas, que começarão na quinta-feira (14/5). O procedimento está sob sigilo na Secretaria de Assessoria de Atribuição Originária Criminal (AAOCRIM). A área é responsável por prestar apoio técnico-jurídico em investigações e processos criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado.

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Márcio Canella e Flávio Bolsonaro
Márcio Canella e Antônio Rueda, presidente do União Brasil
A chapa de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro
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A chapa de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro

Márcio Canella e Flávio Bolsonaro
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Márcio Canella e Flávio Bolsonaro

Márcio Canella e Antônio Rueda, presidente do União Brasil
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Márcio Canella e Antônio Rueda, presidente do União Brasil

Os fatos que estão sob investigação são de uma notícia-crime protocolada no MPRJ em abril deste ano. Entre as irregularidades relatadas estão a ligação de Canella com grupos criminosos, como milícias e o Comando Vermelho, a interferência dele no Rioprevidência — órgão central de escândalos com o Banco Master no Rio de Janeiro — e uma suposta rede de 97 postos de gasolina comandados por laranjas.

A notícia-crime protocolada em abril e obtida pela coluna relata a nomeação da mulher do miliciano Juracy Prudêncio, o Jura, no gabinete de Canella na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). E fala também sobre as indicações políticas do político e de seu aliado, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, no Rioprevidência.

O ex-presidente do órgão Deivis Marcon Antunes, indicado por Rueda, foi preso em janeiro deste ano por supostas irregularidades em operações financeiras com o Banco Master, que somariam cerca de R$ 970 milhões.

Procurado, Márcio Canella disse que “segue trabalhando” e que está à disposição da Justiça.