Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Tácio Lorran

Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF

PF requereu a suspensão das atividades da empresa. Ministro André Mendonça, do STF, atendeu pedido

18/06/2026 11:08
Compartilhar notícia
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Jaques Wagner

A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que uma empresa da família do senador Jaques Wagner (PT-BA) era usada para dissimular vantagens indevidas. As atividades econômicas e financeiras da firma foram suspensas por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As conexões entre o núcleo do senador e o Banco Master estão no foco da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6).

Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF - destaque galeria
6 imagens
Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF - imagem 2
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner
Jaques Wagner
Jaques Wagner concedeu entrevista ao Metrópoles
Jaques Wagner
Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF - imagem 1
1 de 6

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF - imagem 2
2 de 6

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner
3 de 6

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner

Rafael Nunes / Assessoria de imprensa do senador Jaques Wagner
Jaques Wagner
4 de 6

Jaques Wagner

Rafael Nunes / Assessoria de imprensa do senador Jaques Wagner
Jaques Wagner concedeu entrevista ao Metrópoles
5 de 6

Jaques Wagner concedeu entrevista ao Metrópoles

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Jaques Wagner
6 de 6

Jaques Wagner

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A BN Financeira LTDA é apontada pela investigação como peça central no eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner. Bonnie Toaldo Bonilha, nora do senador, é sócia da empresa.

“A Polícia Federal sustenta que a empresa teria sido utilizada para conferir aparência de licitude a repasses financeiros supostamente desvinculados de prestação real de serviços, funcionando como veículo formal de recepção e dissimulação de vantagens indevidas”, reproduziu o ministro em decisão.

Segundo a representação da PF, a empresa teria sido constituída como microempresa, com capital social reduzido e sem aparente estrutura operacional compatível com os valores movimentados, apesar de ter recebido ao menos R$ 3,5 milhões da PKL ONE Participações S.A, empresa vinculada ao núcleo Augusto Ferreira Lima.

O repasse teria ocorrido após cobrança de Eduardo Mendonça Sodré, enteado de Jaques Wagner, a Augusto Ferreira Lima. À época, o então sócio do Banco Master afirmou que o cenário estava “crítico” e vinculou a dificuldade financeira ao insucesso da operação de compra do Banco Master pelo BRB.

Defesa de Augusto Lima diz que nova operação da PF era “desnecessária”

Em nota, os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello, que fazem a defesa de Augusto Lima, afirmaram que as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que o empresário está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”

Augusto Ferreira Lima
Augusto Ferreira Lima