Filho de Altineu Côrtes foi sócio de dono de empresa ligada ao PCC
O empresário Altineu Côrtes Paesler Coutinho era sócio de Flávio Jandoso Navarro, sócio-diretor da Rede Sol Fuel Distribuidora

O empresário Altineu Côrtes Paesler Coutinho, filho do deputado do PL Altineu Côrtes, era sócio de Flávio Jandoso Navarro, sócio-diretor da Rede Sol Fuel Distribuidora. A Rede Sol foi citada na Operação Carbono Oculto, que investigou a ligação de empresas do setor de combustíveis com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Altineu Côrtes Paesler Coutinho foi sócio-administrador da JDB Assessoria e Representações até 2025, ao lado de Flávio Jandoso Navarro. Ele deixou a sociedade, e a empresa permaneceu sob o controle do diretor da Rede Sol Fuel Distribuidora.
Aos 30 anos, o filho do deputado do PL tem oito empresas registradas em seu nome. O setor predominante é o de mineração.
A Rede Sol Fuel Distribuidora foi citada na Operação Carbono Oculto por ser uma das empresas cujas notas comerciais foram adquiridas por R$ 30 milhões pelo Mabruk II Fundo de Investimento. O fundo é um dos 40 investigados pela Receita Federal como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis.

A empresa também é uma das maiores fornecedoras do município de São Gonçalo, berço eleitoral de Altineu. A Rede Sol Fuel Distribuidora foi vencedora de um pregão eletrônico de R$ 13 milhões para a distribuição de combustíveis na cidade. O contrato é assinado por Flávio Jandoso Navarro, ex-sócio do filho de Altineu Côrtes.
São Gonçalo é comandada pelo prefeito Capitão Nelson, pai do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e candidato do PL ao Palácio Guanabara, Douglas Ruas. Os dois integram o mesmo grupo político de Altineu Côrtes.
Em nota divulgada no Instagram na época da Carbono Oculto, a Rede Sol Fuel Distribuidora disse que não é alvo da operação Carbono Oculto – do MP-SP, PF e Receita Federal – e que compartilha a base logística em Jardinópolis com diversas empresas do setor investigadas.
Procurado, o deputado Altineu Côrtes disse que, na época em que seu filho era sócio de Flávio Jandoso Navarro, não havia qualquer citação ou investigação que envolvesse a Rede Sol Fuel Distribuidora.
“O contrato de São Gonçalo, além de outros em cidades como Rio de Janeiro e Maricá, foi firmado após pregão eletrônico, atendendo aos mais rigorosos critérios de transparência e imparcialidade. A Rede Sol Fuel é uma empresa adimplente com seus compromissos tributários e fiscais e não tem nenhuma ligação com o PCC ou qualquer grupo criminoso. Na época do contrato e da sociedade mencionada, a Rede Sol não era investigada ou acusada de nenhum ilícito”, disse o parlamentar do PL em nota à coluna.
















