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Deputado do PT no RJ é acusado pelo MP Eleitoral de liderar “narcomilícia”

Renato Machado (PT-RJ) foi denunciado pelo MPRJ por ser o mandante do assassinato de um jornalista; candidato foi absolvido sumariamente

04/09/2026 04:00, atualizado 04/09/2026 15:15
Alerj
renato machado

O MP Eleitoral pediu a impugnação da candidatura de Renato Machado, deputado do PT do Rio de Janeiro, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, município na Região dos Lagos do estado e seu reduto eleitoral.

Ajuizado em agosto, o pedido afirma que um grupo armado, que tem ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), é “capitaneado” por Renato Machado. A liderança prática do grupo é de Rodrigo José Barbosa da Silva, conhecido como Rodrigo Negão. O MP Eleitoral afirma que ele é o “principal aliado e braço armado” do deputado petista.

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Deputado do PT, Renato Machado foi denunciado por mandar matar jornalista em Maricá (RJ)
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O grupo capitaneado por Renato Machado faria a exploração clandestina de serviços de internet e TV a cabo, comércio ilícito de cigarros e drogas — da onde viria o braço da facção TCP.

O MP afirmou ainda que o grupo “executa opositores que se insurgem”. Um dos casos citados é o assassinato do jornalista Robson Giorno, em 2019. Renato Macha  do chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2024 por ser o mandante do crime, mas a Justiça de Maricá entendeu que não havia provas suficientes contra o deputado.

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Reproduçãojornalista Robson Giorno
O jornalista Robson Giorno foi assassinado em 2019; MPRJ apontou Renato Machado como mandante do crime

Segundo as investigações do Ministério Público fluminense, Renato Machado quis se vingar de Giorno por reportagens contra ele. Na época, ele era vereador de Maricá.

O deputado, segundo as investigações, quis se vingar de Giorno, que fazia reportagens contra ele. Na época, Renato Machado era vereador.

Posicionamento de Renato Machado

“Por ‘falta de indícios mínimos’ de qualquer participação que justificasse manter a acusação, Renato Machado foi ‘Impronunciado’ (absolvição sumária, sem ser levado ao Juri) na ação penal em questão, a pedido do Ministério Público Estadual.

Portanto, o pedido do Ministério Público Eleitoral pela impugnação de sua candidatura deixou de levar em conta a informação atual e final sobre o caso, valendo-se apenas de um relatório de inquérito policial, depois não validado pelo MP-RJ nem pelo juiz que julgou o caso.”