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Mirelle Pinheiro

RJ: MP denuncia oito por usar bets para lavar R$ 5 milhões do jogo do bicho

Entre os denunciados está o bicheiro Vinicius Drumond, filho do ex-patrono da Imperatriz Leopoldinense Luizinho Drumond

02/09/2026 10:56
Reprodução
Imagem colorida do contraventor Vinicius Drumond - Metrópoles

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas on-line.

Segundo as investigações do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos, do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os denunciados teriam ocultado e dissimulado pelo menos R$ 5,2 milhões de origem ilícita.

Os denunciados são: Flavio da Silva Santos, o bicheiro Vinicius Pereira Drumond (foto em destaque), Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza.

Nessa terça-feira (1º/9), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Freguesia, em Botafogo e no Centro do Rio de Janeiro, além de locais nos estados do Paraná e de Goiás.

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A Justiça do Rio também determinou a suspensão das atividades e dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações. As buscas fora do estado foram realizadas com apoio dos Gaecos dos Ministérios Públicos do Paraná e de Goiás.

A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.

Bets como ferramenta de lavagem

De acordo com a denúncia, dinheiro proveniente do jogo do bicho era inserido na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela LEMA Administração e Participações S/A.

Para viabilizar o esquema, o grupo teria utilizado diferentes empresas, entre elas a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas como laranjas.

O rastreamento financeiro identificou que, em 6 de maio de 2024, a LEMA recebeu dois aportes de R$ 2.598.150 cada. Um deles teria sido feito por João Eric, enquanto o outro partiu da Apoio Consultoria Financeira, empresa de titularidade dos denunciados Ana Paula e João Victor.

No mesmo dia, a LEMA transferiu R$ 5,2 milhões à Loterj como pagamento da outorga necessária para a exploração de apostas de quota fixa.

A investigação também rastreou valores movimentados entre os denunciados e as empresas envolvidas no esquema. Segundo o MPRJ, foram identificadas transações incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados, além de depósitos em espécie com cédulas de pequeno valor, algumas delas mofadas.