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Rodrigo Rangel

General Heleno jura que não sabia de decreto golpista

Ex-chefe do GSI de Jair Bolsonaro chegou a dizer a militantes que Lula não subiria a rampa do Palácio do Planalto

13/01/2023 16:20, atualizado 13/01/2023 18:06
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ministro Augusto Heleno, do GSI, de terno e gravata. Ao fundo o que parece ser uma tela azul | Metrópoles

Um dos generais palacianos mais próximos de Jair Bolsonaro no governo que terminou em 31 de dezembro, Augusto Heleno Ribeiro garante que desconhecia a proposta de decretar estado de defesa para anular as eleições.

“Não tinha (ciência)“, respondeu o general da reserva do Exército ao ser indagado pela coluna.

Sobre o teor do documento, Heleno não quis avançar: “Não acho nada. Não estou no governo, não me cabe achar nada. (…) Não me interessa falar sobre isso”.

Um rascunho da proposta golpista, formatado no padrão que o Palácio do Planalto costuma utilizar, foi encontrado pela Polícia Federal na casa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça Bolsonaro, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo. O texto, claramente inconstitucional, previa a instauração de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral para que militares mudassem o resultado das eleições — era uma proposta de golpe.

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A PF fez busca e apreensão no endereço de Anderson Torres por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes também determinou também a prisão de Torres.

Após deixar o governo federal, o ex-ministro de Bolsonaro assumiu a Secretaria de Segurança do Distrito Federal. Ele é apontado como um dos responsáveis pela inação policial que permitiu os ataques terroristas às sedes dos três poderes da República, no último domingo.

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