Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Ramiro Brites

Petista pede apuração contra Fiesp e Skaf após impulsionamento anti-Lula

O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) pede que Ministério Público Eleitoral investigue a Fiesp e seu presidente Paulo Skaf

15/10/2026 10:37
Reprodução
Petista pede apuração contra Fiesp e Skaf após impulsionamento anti-Lula

O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) apresentou uma notícia crime à Procuradora-Geral Eleitoral, vinculado ao Ministério Público, contra a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o presidente da entidade, Paulo Skaf.

Como revelou a coluna, em 7 de outubro, Skaf usou as redes sociais para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conteúdo audiovisual contra o fim da jornada 6×1, aprovado nesta quarta-feira (14/10) no Congresso Nacional.

O vídeo foi impulsionado no Facebook e no Instagram, com recursos da Fiesp, de acordo com a Biblioteca de Anúncios da Meta. Até a primeira semana do segundo turno, o investimento correspondia a 65% de todo o recurso investido nas plataformas em conteúdos contra o candidato à reeleição.

A publicação da coluna serviu como base ao pedido de Emídio de Souza, que foi coordenador da campanha ao governo de São Paulo de Fernando Haddad (PT), derrotado em primeiro turno pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrante do mesmo partido ao qual Skaf é filiado.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“Paulo Skaf não se encontra entre os legitimados a contratar impulsionamento eleitoral na disputa presidencial. A Fiesp, menos ainda”, argumenta Souza. “A liberdade para falar não se confunde com a liberdade para comprar audiência eleitoral”, acrescenta o parlamentar.

Além de pedir a verificação do valor impulsionado pela Fiesp na conta de Skaf, o petista quer ainda que seja apurada eventual utilização de recursos da Fiesp para financiar outros implulsionamentos de conteúdos político-eleitorais.

O parlamentar ainda solicita se houve vínculo, coordenação, anuência ou conhecimento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que seria a candidatura beneficiada pelo conteúdo.