"Pai" das escolas cívico-militares em SP quer ser presidente da Alesp
Tenente Coimbra quer presidir a Alesp como nome “verdadeiramente de direita” e critica deputados de primeiro mandato no PL

Um dos maiores defensores da instalção das escolas cívico-militares em São Paulo, o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) se lança à disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Reeleito para o terceiro mandato, ele foi o terceiro mais votado do PL em 2026, com 198.342 votos.
O atual presidente da Alesp, André do Prado (PL-SP), tenta emplacar como sucessor um aliado do grupo político de Valdemar Costa Neto, do qual também faz parte. Os nomes cotados são Rogério Franco e Rodrigo Ashiuchi, e os dois estão no primeiro mandato. Na visão de deputados mais experientes, eles estariam “furando a fila”. O incômodo apareceu em reunião da bancada na terça-feira (3/11), como mostrou o colunista Vinícius Passarelli.
“Ter meu nome lembrado para o comando da Assembleia é um reconhecimento do trabalho que venho realizando e do posicionamento que mantenho nas fileiras do PL. Considero, inclusive, desrespeitoso que parlamentares de primeiro mandato pleiteiem a Presidência da Casa, que precisa de alguém verdadeiramente de direita e que faça frente aos espaços do PT”, diz Coimbra.
Também disputam a vaga o líder da bancada, Alex Madureira (PL-SP), e os deputados Thiago Auricchio (PL-SP), Ricardo Madalena (PL-SP) e Marcos Damasio (PL-SP).
O PL elegeu 27 deputados e terá a maior bancada da próxima legislatura (2027-2031). Pelo critério da proporcionalidade, o partido deve manter a presidência da Alesp, cuja eleição será no início de fevereiro.
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