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Ramiro Brites

Lula divide palanque com fiscal suspeito de aumentar o próprio salário

Cadu Xavier, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, é alvo de ações do Ministério Público de Contas pelo aumento salarial de fiscais

21/08/2026 11:47, atualizado 21/08/2026 12:11
Lula divide palanque com fiscal suspeito de aumentar o próprio salário
Lula divide palanque com fiscal suspeito de aumentar o próprio salário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividiu palanque com o candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, o “Cadu de Lula”, que é alvo de uma apuração do Ministério Público de Contas (MPC) de irregularidades no aumento salarial de auditores fiscais potiguares. Cadu é auditor fiscal concursado no estado.

Na quinta-feira (20/8), o presidente foi ao palco com o ex-secretário da Fazenda do governo de Fátima Bezerra e pediu voto para o candidato a governador.

“Duvido que algum governador que foi eleito tenha o caráter e a competência do Cadu”, disse o presidente. “Quem votar em mim, eu peço a vocês, como companheiros e companheiras: vote no companheiro Cadu para governador”, acrescentou.

Cadu, porém, tem sido contestado por conta do aumento dado à própria categoria profissional durante a gestão como secretário da Fazenda. O rito processual da medida é questionado no MPC e custou R$ 13,1 bilhões aos cofres do Rio Grande do Norte.

A coluna procurou o governo do Rio Grande do Norte e as campanhas de Lula e Cadu Xavier, mas não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

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Entenda o caso

  • O Ministério Público de Contas (MPC) apontou para possíveis irregularidades envolvendo o atual candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, quando ele foi secretário da Fazenda.
  • Em 2021, uma resolução interadministrativa definiu o aumento salarial de auditores fiscais – carreira na qual Cadu atua como funcionário concursado.
  • O MPC contesta que o aumento foi feito por meio de um ato da gestão, e não uma lei específica.
  • Há também o questionamento de que o aumento desrespeitou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois não teria a dotação orçamentária suficiente, além de apresentar estudos de impactos defasados ou pouco completos.