Citado pela PF como suposto sócio de bet, Flávio associa Lula ao “Tigrinho”
A Polícia Fede solicitou ao STF a abertura de inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro é sócio oculto da empresa de apostas

A Polícia Federal (PF) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o sócio oculto da Best Bet, empresa de apostas digitais do seu advogado Willer Tomaz. A relação de Flávio e Tomaz já foi citada pela possibilidade de ambos compartilharem uma conta bancária.
O colunista do Metrópoles, Demétrio Vecchioli, mostrou a relação de empresas de bets a Cathedral Holding, offshore na Ilha da Madeira, em Portugal, que já financiou, segundo a PF, viagens internacionais do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o debate, Flávio puxou o assunto das apostas e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “pai do Tigrinho”, jogo mais conhecido dos cassinos digitais. Na resposta, o petista não conectou o oponente diretamente às apostas, mas o chamou de “irmão do Tigrinho”, atribuindo a legalização do jogo ao pai dele.
Porém, nenhum dos dois foi totalmente rigoroso aos fatos. O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi o responsável por permitir as apostas digitais no Brasil. O emedebista permitiu as apostas esportivas e deixou os cassinos digitais, modelo em que se enquadra o Jogo do Tigrinho, sem regulamentação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDurante todo o governo Bolsonaro, jogos como o Tigrinho operaram na “zona cinzenta” da lei. O terceiro governo de Lula regulamentou e tentou arrecadar impostos com esse tipo de jogo e, por isso, é chamado pelo adversário de “pai do Tigrinho”.


