Flávio pagou R$ 1,6 milhão a impulsionamento de posts contra Lula em 3 dias
O senador Flávio Bolsonaro pagou à Meta pelo menos R$ 1,6 milhão para promover 19 publicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O senador Flávio Bolsonaro (PL) pagou à Meta – dona de Whatsapp, Instagram e Facebook –, investiu pelo menos R$ 1,6 milhão no impulsionamento de 19 publicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os dias 20 e 22 de outubro.
O valor é superior ao que a página havia investido em todo o segundo turno em postagens que criticam o candidato à reeleição.
Das 19 postagens, 17 foram publicadas na quarta-feira (21/10). Nesse mesmo dia, a campanha de Lula pediu a cassação da candidatura de Flávio por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo os advogados de Lula, a campanha bolsonarista foi beneficiada pelo direcionamento de postagens nas redes sociais, enquanto os conteúdos do petista foram restringidos pelas plataformas da Meta. A empresa nega.
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O conteúdo que recebeu mais recursos da campanha de Flávio Bolsonaro para atacar Lula é uma referência a uma fala do petista sobre exame de próstata. O episódio foi considerado o mais sensível pela campanha lulista durante o primeiro turno.
Em evento em Belém (PA), no dia 28 de setembro, Lula disse que “mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”. O vídeo que recebeu entre R$ 450 mil e R$ 500 mil é uma crítica de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro.
“Nunca mais abra sua boca suja para falar uma frase dessa”, criticou Daniella. “Mulher não precisa de constrangimento disfarçado, de piada inadequada, mulher precisa de respeito e você é um presidente que não respeita mulheres”, seguiu a administradora.
Assuntos diversos
Os conteúdos impulsionados pela página de Flávio contra Lula tratam de assuntos diversos. São seis publicações criticando o petista pela falta de reajuste ao Bolsa Família; três sobre corrupção e gastos da gestão, como viagens internacionais de Janja; ao menos duas que atrelam o aumento da criminalidade ao atual governo.
Há ainda vários assuntos que tiveram uma publicação impulsionada, como agronegócio, Nordeste e religião.


