Crime organizado impõe dificuldades em campanhas na periferia de São Paulo
Candidatos relataram dificuldade de acessar territórios dominados pelo crime organizado nas comunidade periféricas da capital paulista
06/10/2026 04:30

Passado o primeiro turno das eleições, candidatos relatam dificuldades de entrar nas comunidades periféricas na capital paulista. Segundo um parlamentar, o motivo foi uma “orientação” do “estado paralelo”. Ou seja, o crime organizado não deixou a campanha eleitoral entrar na periferia de São Paulo.
A dificuldade em acessar territórios controlados pelo crime foi relatada à coluna por candidatos de ao menos três partidos. A proibição se deu, principalmente, a aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Alguns cabos eleitorais resolveram inovar e riscar a foto e o número de Tarcísio para conseguir panfletar na periferia.
Um parlamentar disse que as restrições foram um baque para a bancada evangélica.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesComo mostrou a coluna de Demétrio Vecchioli, na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Os evangléicos Oseias e Elias de Madureira, ambos do PL, não conseguiram renovar o mandato.
Edna Macedo, irmã do bispo da Igreja Universal Edir Macedo, foi deputada estadual por cinco mandatos, mas dessa vez não conseguiu se eleger.
A vereadora Pastora Sanda Alves (União) é mais uma que não se elegeu, mas ficou como primeira suplente para deputada federal da Federação União Progressista.
O único “Madureira” eleito não tem mais relação com a igreja do Pastor Samuel Ferreira: Alex Madureira saiu da igreja, mas manteve o nome “de Madureira” e viu sua votação quase dobrar. Fez 122 mil votos para deputado estadual pelo PL e manteve a cadeira na Alesp.









