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Apuração pelo Brasil

Ramiro Brites

Crime organizado impõe dificuldades em campanhas na periferia de São Paulo

Candidatos relataram dificuldade de acessar territórios dominados pelo crime organizado nas comunidade periféricas da capital paulista

Jessica Bernardo / Metrópoles
imagem colorida mostra rua da favela de paraisópolis. há casas sem reboco e outras com parede pintada. um carro está estacionado na rua e os imóveis invadem o passeio público

Passado o primeiro turno das eleições, candidatos relatam dificuldades de entrar nas comunidades periféricas na capital paulista. Segundo um parlamentar, o motivo foi uma “orientação” do “estado paralelo”. Ou seja, o crime organizado não deixou a campanha eleitoral entrar na periferia de São Paulo.

A dificuldade em acessar territórios controlados pelo crime foi relatada à coluna por candidatos de ao menos três partidos. A proibição se deu, principalmente, a aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Alguns cabos eleitorais resolveram inovar e riscar a foto e o número de Tarcísio para conseguir panfletar na periferia.

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Coleção de santinhos riscados
Panfletos riscados periferia de SP
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Panfletos riscados periferia de SP

Coleção de santinhos riscados
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Coleção de santinhos riscados

Um parlamentar disse que as restrições foram um baque para a bancada evangélica.

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Como mostrou a coluna de Demétrio Vecchioli, na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Os evangléicos Oseias e Elias de Madureira, ambos do PL, não conseguiram renovar o mandato.

Edna Macedo, irmã do bispo da Igreja Universal Edir Macedo, foi deputada estadual por cinco mandatos, mas dessa vez não conseguiu se eleger.

A vereadora Pastora Sanda Alves (União) é mais uma que não se elegeu, mas ficou como  primeira suplente para deputada federal da Federação União Progressista.

O único “Madureira” eleito não tem mais relação com a igreja do Pastor Samuel Ferreira: Alex Madureira saiu da igreja, mas manteve o nome “de Madureira” e viu sua votação quase dobrar. Fez 122 mil votos para deputado estadual pelo PL e manteve a cadeira na Alesp.