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Apuração pelo Brasil

Ramiro Brites

Tarcísio confirma reeleição, que já havia ganhado em junho nos bastidores

Tarcísio de Freitas foi reeleito em São Paulo no primeiro turno com 62% dos votos. Na prática, governador conquistou resultado há 3 meses

04/10/2026 21:27
Jessica Bernardo/ Metrópoles
Tarcísio de Freitas em agenda de campanha à reeleição

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou a vitória no primeiro turno das eleições. Neste domingo (4/10), o atual governador chegou à reeleição com mais de 62% dos votos válidos.

Nos dias 20 e 21 de junho, os pré-candidatos do PSDB, Paulo Serra, e do Missão, Kim Kataguiri, anunciaram que desistiriam das candidaturas ao governo de São Paulo. As retiradas das chapas ocorreram sob articulação nos bastidores de Tarcísio de Freitas. Dessa forma, o atual governador conseguiu antecipar a sua reeleição.

Fernando Haddad (PT), que terminou as eleições com 36%, dos votos, foi o único opositor relevante de Tarcísio e o primeiro turno das eleições paulistas ganhou contornos de segundo turno. Em sabatina, o candidato petista admitiu, em 24 de setembro, que a eleição poderia terminar no domingo (4/10).

“Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos. Teria que estar muito colado para 1% fazer diferença, mas, resgatando aqui, a eleição de 2010, a eleição de 2014 e de 2006 também acabaram no primeiro turno e [isso] não impediu a reeleição do Lula. Então, não tem isso, não tem esse automatismo”, afirmou Haddad ao Metrópoles.

Haddad nunca teve como primeiro objetivo ganhar as eleições, mas sim ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no principal colégio eleitoral do país. Em São Paulo, Lula teve pouco mais de 38% dos votos.

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O candidato ao governo de São Paulo do PT tem dito que “cumpriu seu papel”. O resultado mostra que Lula teve um desempenho parecido do que em 2022 – embora o petista tenha perdido cerca de 1 milhão de votos paulistas em quatro anos.

Por outro lado, a votação de Lula em São Paulo, mais ampla do que Haddad em mais de 1 milhão de votos, mostra que Tarcísio conseguiu superar os limites do bolsonarismo e eleitores que rejeitam o apoio a Flávio Bolsonaro votaram em Tarcísio e Lula.

A cartada no Senado

Na reta final do pleito, Tarcísio novamente atuou nos bastidores para conseguir impulsionar os candidatos ao Senado de sua chapa. Após uma conversa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador conseguiu tirar Ricardo Salles (Novo) da disputa, resolvendo a divisão de eleitores entre candidatos da direita.

Seis dias antes do pleito, Salles anunciou que não disputaria mais as eleições ao lado de Tarcísio, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).  Com esse movimento pré-eleitoral, Tarcísio elegeu seus candidatos para o Senado.