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Relacionamentos abertos dividem opiniões e desafiam casais na prática

Pesquisa aponta maior aceitação entre jovens para relacionamentos abertos, mas especialistas alertam para desgaste emocional

atualizado

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Relacionamentos abertos ganharam popularidade entre os jovens adultos. Na prática, porém, são difíceis de concretizar.  Afinal, vale a pena aderir ao modelo? Ao menos na web, a resposta é sim. Nas redes sociais, há muita discussão sobre pessoas em relacionamentos não monogâmicos felizes relatando benefícios como maior satisfação sexual, múltiplos relacionamentos profundos e vidas amorosas menos restritivas.

Um relatório do Pew Research Center de 2023 constatou que os americanos estão divididos em relação aos casamentos abertos. De cerca de 5 mil adultos americanos entrevistados, 37% consideraram os casamentos abertos completamente inaceitáveis. As gerações mais jovens demonstraram maior aprovação: aproximadamente metade dos jovens de 18 a 29 anos aceitavam os casamentos abertos.

Relacionamentos abertos dividem opiniões e desafiam casais na prática

O estudo apresentou três razões pelas quais muitas pessoas preferem a monogamia depois de experimentarem o poliamor, afirmando que a primeira é simplesmente a mais óbvia. Conforme a publicação, a maioria das pessoas não tem as ferramentas biológicas para amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

O compilado acrescentou que, além do desgaste emocional, estar em um relacionamento aberto geralmente exige tempo adicional para manter vários parceiros satisfeitos. Também é preciso haver uma comunicação extra na não monogamia, e esse é o segundo motivo pelo qual os casais encerram seus relacionamentos abertos.

Por fim, muitos casais abrem seus relacionamentos acreditando que a exploração sexual pode ajudar a resolver problemas que enfrentam. No entanto, eles rapidamente voltam à monogamia depois de perceberem que o poliamor apenas agrava seus problemas, na constatação dos pesquisadores.

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“Os mesmos problemas que afetam os relacionamentos monogâmicos — diferenças de libido, ciúme, tédio e outros — tendem a surgir em relacionamentos não monogâmicos consensuais”, diz o estudo.

Cuidados no relacionamento aberto

O relacionamento aberto precisa de cuidados e diálogo como bases.

“O pilar da sobrevivência de uma relação não monogâmica é a manutenção da sinceridade. Ela consiste em expressar genuinamente os próprios desejos, pensamentos, sentimentos e as intenções para que o parceiro(a) possa ter a liberdade de escolha em relação às regras do relacionamento, podendo ele(a) consentir ou não compactuar com determinada regra ou conduta”, explica Marcos Torati, psicólogo, professor e mestre em psicologia clínica pela PUC-SP.

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Para o profissional, a manutenção do diálogo vale como tentativa de se estabelecer a compreensão individual, para que possa haver uma cooperação mútua dentro do relacionamento. “Se relacionar exige uma renúncia parcial das próprias satisfações individuais para que seja possível preservar a parceria e o bem-estar do outro”, pondera.

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