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Amor livre! Mais da metade dos brasileiros já viveu a não monogamia

Uma pesquisa mostrou ainda que 42% dos brasileiros veem a não monogamia como algo positivo; confira detalhes

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Vez ou outra, o assunto de relacionamentos liberais volta à tona. Entre as dúvidas mais comuns a esse respeito, está a que questiona quais são as opções. Em resumo, a não monogamia é quando uma pessoa, ou um casal, decide que a relação não precisa se limitar a apenas duas pessoas em termos afetivos, sexuais ou ambos.

De acordo com o especialista em psicologia Fabiano de Abreu Agrela, em vez de seguir a ideia tradicional de que só se pode amar ou se relacionar com uma pessoa por vez, a não monogamia abre espaço para outras formas de se conectar.

“Isso não significa bagunça ou falta de compromisso, aliás, são relações que costumam promover ainda mais diálogo e honestidade do que os modelos convencionais. Não existe uma regra única: o importante é o acordo claro entre as partes envolvidas”, afirma.

Brasileiros e a não monogamia

E parece que a população brasileira é uma grande adepta desse estilo de relacionamento. Uma pesquisa do aplicativo Gleeden revelou que 53% dos brasileiros já tiveram algum tipo de relação não  monogâmica. Ou seja, cinco em cada dez entrevistados parecem já ter vivido alguma experiência não convencional.

Para definir isso, foram consideradas: relações abertas (29%), infidelidade (28%), polifidelidade (26%), ménage à trois (25%), poliamor (20%), poligamia (17%) e swings (14%).

Além disso, a análise revelou ainda que 51% dos entrevistados consideram a não monogamia um relacionamento aberto; e 42% enxergam a não monogamia como algo positivo (contra 34% que a consideram como uma vivência negativa).

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Em relação aos desafios, 89% dos participantes da pesquisa no Brasil disseram enfrentar pelo menos uma barreira ao se depararem com a não monogamia. Entre os principais obstáculos apontados, estão o estabelecimento de respeito e limites (41%), as questões éticas e crenças pessoais (54%) e a comunicação eficaz (38%).

Os dados mostram que, embora o conceito de não monogamia esteja cada vez mais disseminado e conhecido, os brasileiros ainda se veem diante de dificuldades relacionadas à adaptação a essas novas dinâmicas.

Dentre as características mais atribuídas a esse tipo de relacionamento são citadas a transparência entre os parceiros (38%) e a liberdade emocional e sexual (36%).

Quais os tipos de relação não monogâmica?

Segundo Fabiano de Abreu Agrela, as formas mais comuns são o relacionamento aberto, no qual há permissão mútua para envolvimentos sexuais fora do casal, e o poliamor, que envolve vínculos afetivos com mais de uma pessoa, com consentimento de todos.

“Há também versões mais informais, como relações livres ou sem rótulos, nas quais cada um define seus próprios limites”, acrescenta.

Apesar disso, o profissional acrescenta que nem tudo o que é praticado espontaneamente funciona bem do ponto de vista emocional ou biológico.

“O cérebro tende a se concentrar em relações com maior carga emocional ou mais tempo de convivência. Isso significa que, mesmo quando o acordo é aberto, pode surgir uma assimetria afetiva: um dos parceiros acaba criando uma conexão mais intensa com outra pessoa, o que pode desestabilizar o relacionamento original.”

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Por isso, Fabiano acrescenta que a experiência da não monogamia, portanto, exige mais do que abertura de mente. “Pede regulação emocional, autoconhecimento e uma disposição genuína para lidar com incertezas. Sem isso, há risco de desgaste, conflitos mal resolvidos e vínculos que se desfazem mais por desequilíbrio neuroquímico do que por falta de afeto.”

Como propor um relacionamento aberto?

Se você se interessa pelo relacionamento aberto, o especialista afirma que a conversa precisa nascer da confiança. “Não adianta jogar a ideia de repente como se fosse uma vontade isolada ou um capricho. É mais produtivo trazer o assunto como uma reflexão, algo que surgiu a partir de leitura, observação ou experiência pessoal.”

“Uma dica prática: evite colocar a proposta como uma crítica ao que já existe. Em vez disso, compartilhe o desejo de pensar juntos sobre outras formas de se relacionar. E escute, de verdade. Algumas pessoas se sentem ameaçadas ou inseguras diante da possibilidade, e isso merece atenção. Abrir o relacionamento, se for o caso, deve ser um passo mútuo, não uma imposição”, finaliza Fabiano.

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