Polifidelidade propõe exclusividade afetiva e sexual entre envolvidos
Você já ouviu falar em polifidelidade? Esse formato de relacionamento tem como princípio a exclusividade entre todos os envolvidos

Embora ainda sejam alvos de preconceito, muitas pessoas passaram a experimentar uma maior liberdade afetiva e sexual. Entre os novos formatos de relacionamento, surge a polifidelidade, caracterizada por uma estrutura de poliamor em que os envolvidos são fiéis e exclusivos entre si.

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Monik Monteiro, professora de pós-graduação em sexualidade, explica ao Metrópoles que, nesse modelo, os participantes se colocam como iguais na relação — independentemente de quantos sejam. Também conhecida como poliexclusividade, essa estrutura tem honestidade e tratamento igualitário como principais acordos.
“Os limites de cada um precisam ser estabelecidos antes do início e devem ser mantidos e respeitados ao longo do tempo, para evitar possíveis conflitos”, afirma Monik.
Como qualquer relacionamento, a polifidelidade também pode enfrentar desafios. Segundo a especialista, questões como ciúmes e inseguranças devem ser muito bem avaliadas, já que a relação exige um maior desprendimento de posse com os parceiros.
“Também é importante ter autoestima e segurança emocional para não se sentir diminuído diante da divisão de espaço e vínculos dentro da relação, além de respeitar os acordos previamente estabelecidos”, ressalta a docente do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

“Consideramos justa toda forma de amor”
De acordo com Monteiro, é importante reforçar que, ao contrário do estigma que existe, a poliexclusividade não se configura como traição. Na verdade, a fidelidade é um dos primeiros acordos estabelecidos — diferentemente, segundo ela, dos padrões heteronormativos de relacionamento.
Por último, a docente relata que, na rotina do consultório, é muito comum ouvir histórias de pessoas que escolhem viver esse formato e sentem-se mais completas em poder estar ao lado de todos que amam. “Não se trata de uma disputa, e sim de uma outra forma de amar”, conclui.
















