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Pouca vergonha

Homens confiam no prazer sexual das parceiras, mas 30% delas discordam

Uma pesquisa apontou que 42% dos homens consideram a satisfação sexual de suas parceiras “excelente”; apenas 30% delas acham a mesma coisa

08/06/2024 02:00
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KatarzynaBialasiewicz/Getty Images
Foto colorida em close de uma mulher desfocada deitada com a mão apertando o lençol - Metrópoles - orgasmo

O prazer sexual feminino ainda é um tabu para muita gente. Uma plataforma de encontros realizou uma pesquisa sobre o tema e descobriu que 42% dos homens consideram a satisfação sexual de suas parceiras “excelente”, enquanto apenas 30% delas acham a mesma coisa.

A pesquisa, realizada pela plataforma Gleeden, entrevistou 945 brasileiros (52% mulheres e 48% homens) e 1.500 usuários da plataforma (70% homens e 30% mulheres). O objetivo era saber o que os homens pensam sobre a sexualidade das suas parceiras e o que as mulheres pensam de sua própria sexualidade.

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Questionados sobre a importância do prazer nas relações sexuais para as mulheres, 84% dos homens em geral consideram algo “muito importante”. O índice caiu quando apenas 63% das brasileiras dizem dar tanta relevância assim para o prazer.

Outro dado relevante foi que 42% dos brasileiros acham que a satisfação sexual das parceiros é “excelente”, 45% acreditam ser “boa” e 9% “regular” ou “ruim”. A resposta das mulheres foi um diferente, já que somente 30% a consideram “excelente”; 46% “boa” e 19% “regular” ou “ruim”.

Prazer e saúde

O estudo também buscou entender como a satisfação sexual está relacionada com a saúde emocional das mulheres. Enquanto 41% das brasileiras em geral acreditam que os dois fatores estão “completamente conectados”, 14% acham que “não há conexão alguma” e 43% concordam que há uma “ligação moderada”.

Em relação ao dia a dia das mulheres, 69% dos brasileiros em geral responderam que o prazer “melhora o humor”, 63% que “melhora o nível de estresse”, 61% que “melhora a saúde mental”, 43% que “melhora o sono” e apenas 2% que “não afeta em nada”.

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As mulheres em si responderam um pouco diferente. 53% apontam que “melhora o humor”, 51% que “reduz o estresse”, 38% que “melhora a saúde mental”, 34% que “melhora o sono” e 16% que “não afeta em nada”.

Fatores que atrapalham o desejo sexual

Para concluir a pesquisa, o Gleeden questionou os fatores que atrapalham o desejo sexual das mulheres.

Os dados mostraram que 16% se sentem restringidas pelos “tabus em torno do sexo”, 11% pelo “pouco conhecimento sobre o tema”, 9% pelas “crenças religiosas” e 8% pela “forma de pensar da sociedade”.

Em contrapartida, 50% das brasileiras “não se sentem restringidas”. Vale citar também que 21% das participantes consideram a sua libido “alta”, já 57% das mulheres consideram “normal” e 17% acham “baixa” ou “inexistente”.

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